A construção do Túnel do Bolhão, no Porto, arrancou esta terça-feira e implica o corte à circulação automóvel e de peões em ruas envolventes, assim como a alteração dos percursos das linhas da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

A página oficial da Câmara Municipal do Porto refere que o plano de mobilidade no centro da cidade foi, a partir desta terça-feira, reforçado para garantir as condições de segurança para peões e automóveis, tal como para assegurar que a circulação continua a fazer-se nesta zona.

“Depois das medidas já implementadas no passado dia 13 (essencialmente a inversão de sentido de trânsito nas ruas da Firmeza, Anselmo Braamcamp e do Moreira), as alterações graduais têm agora nova fase com o arranque formal das obras, nomeadamente o corte de trânsito automóvel no troço da Rua Formosa entre Sá da Bandeira e Santa Catarina e com o corte à circulação de peões no troço entre Sá da Bandeira e Alexandre Braga”, explica a nota.

Além disso, são introduzidos dois sentidos de trânsito na Rua de Fernandes Tomás, sendo o sentido Poente-Nascente autorizado a todos os veículos e o sentido Nascente-Poente exclusivo a autocarros entre as ruas de D. João IV e Sá da Bandeira e o acesso aos parques de estacionamento autorizado a partir da Rua da Alegria.

“Essenciais à segurança de todos quantos têm de circular nesta zona da cidade”, a autarquia sublinha que as medidas estão contidas no plano de mobilidade que tem correspondência na sinalização a instalar no local e que tem estado a ser explicado de forma personalizada a cada comerciante da área.

Também a rede da STCP sofre algumas modificações, nomeadamente com a criação de duas novas paragens com abrigos que vêm substituir as que vão ser suprimidas para respeitar a nova orientação da circulação.

São desativadas duas paragens na Rua Formosa e passam a funcionar duas novas na Rua de Fernandes Tomás, respeitante às linhas 301, 305, 401, 700, 800, 801, 7M e 8M.

A criação deste túnel — entre a Rua do Ateneu Comercial do Porto e a Rua de Alexandre Braga, passando sob a Rua Formosa — vai possibilitar o acesso direto ao piso subterrâneo de logística do Mercado do Bolhão, quando este reabrir.

A empreitada de restauro e modernização do Mercado do Bolhão foi adjudicada ao agrupamento Alberto Couto Alves S.A. e Lúcio da Silva Azevedo & Filhos S.A., por mais de 22 milhões de euros, tendo sido “consignada oficialmente” a 15 de maio de 2018, prevendo-se um prazo de dois para a conclusão dos trabalhos.

Já a empreitada do túnel de acesso à cave do mercado foi adjudicada no fim de fevereiro à empresa Teixeira Duarte, por cerca de 4,4 milhões de euros.