“O Governo tem estado a lidar de forma ligeira [com o coronavírus], mais preocupado com imagem do que com a situação.” A acusação é de Jorge Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que disse ainda à rádio Observador que “não existem indicações clara da Direção Geral da Saúde (DGS) para lidar com esta situação”.

De acordo com Roque da Cunha, é necessário que o país esteja preparado caso o coronavírus chegue a Portugal. “O Governo tem de criar planos de contingência”, pede o sindicalista dizendo que esta terça-feira o SIM vai exigir que o coronavírus “seja considerado uma doença de trabalho, uma doença ocupacional”. Além disso, reitera: “O nosso pedido é muito simples, façam-se esses planos de contingência e que sejam dadas instruções claras aos profissionais. O governo que governe e que não se preocupe com propaganda.”

O médico refere também que com um Sistema Nacional de Saúde (SNS) “no limite, hospitais no limite, qualquer situação que obrigue a um aumento de influência irá causar um constrangimento ainda maior”. Por causa disso, “é preciso planear” planos de contingência.