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“White Lines”, a saga de uma mulher de Manchester que viaja para Ibiza para descobrir quem assassinou o seu irmão DJ vinte anos antes, é um sucesso um pouco por toda a Europa. Foi número 1 nas pesquisas do IMDB e tem estado no top de visualizações da sua casa mãe, a Netflix, desde que estreou, a 15 de Maio. Com o mundo ainda essencialmente fechado em casa, a receita é, em teoria, perfeita: uma série policial, indulgente, passada em praias paradisíacas, com a música como pano de fundo, e com a assinatura do criador da série mais viciante dos últimos anos. Alex Pina, o criador de “Casa de Papel”, junta-se à equipa de produção de “The Crown”, juntando equipas espanholas e inglesas com um cast multinacional. O que é que pode correr mal? Infelizmente, muita coisa.

O drama em dez episódios lembra-me uma anedota que contei muitas vezes na minha infância (sim, era uma dessas crianças insuportáveis. Ainda sou um bocadinho.). Uma mãe está em frente ao espelho a maquilhar-se, e o filho pergunta “mãe, porque é que estás a meter batom?”. Esta responde-lhe “então, é para ficar mais bonita”, ao que o miúdo retorque sem hesitar “então, porque é que não ficas?”. “White Lines” está sempre a dizer-nos de modo nada discreto que é arriscada, arrojada, sexy e arrebatadora. Mas então, porque é que não és?

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