O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América mudou, na segunda-feira, as suas diretrizes sobre o novo coronavírus, noticia o The New York Times. Agora pessoas que não têm sintomas, mesmo que tenham sido recentemente expostas ao vírus, não precisam de ser testadas.

As diretrizes mais recentes indicam que pessoas que estiveram em contacto próximo com um caso positivo “não precisam necessariamente de fazer um teste” se não tiverem sintomas. Exceções podem ser feitas para indivíduos “vulneráveis” ou se o teste for recomendado por uma autoridade de saúde.

Segundo especialistas, uma abordagem mais relaxada aos testes pode atrasar tratamentos cruciais e apressar a propagação do vírus na comunidade.

“Isso é potencialmente perigoso”, afirmou Krutika Kuppalli, um médico de doenças infecciosas em Palo Alto, na Califórnia, ao jornal norte-americano. Restringir os testes para pessoas com sintomas significa “que não está à procura de pessoas que são potenciais espalhadores de doenças”. Daniel Larremore, matemático e modelador de doenças infecciosas da Universidade de Colorado em Boulder, afirma que “qualquer movimento agora para reduzir os níveis de testes, mudando as diretrizes, é um passo na direção errada.”

A Organização Mundial de Saúde alertou, na semana passada, que os assintomáticos entre os 20 e os 49 anos estão a impulsionar a pandemia, por não saberem que estão infetados.

Assintomáticos com 20 aos 49 anos estão a impulsionar a pandemia

Apesar das mudanças, o Instituto Nacional de Saúde do país anunciou, há poucas semanas, o programa de Aceleração Rápida de Diagnósticos (Radx), para ampliar os testes de coronavírus nas próximas semanas e meses. No site da agência Radx, as autoridades sublinham a importância de priorizar testes que podem “detectar pessoas que são assintomáticas.”

De acordo com os dados mais recentes, os Estados Unidos da América têm 5.773.366 casos positivos e 178.347 mortos, tendo registado 1.132 mortes e 36.368 casos na terça-feira.