Associado desde há muito à descoberta de novos artistas, Simon Cowell é o criador de programas televisivos muito populares de ambos os lados do Atlântico, como o Britain’s Got Talent, American Idol e X Factor. É também um fã de bicicletas eléctricas, possuindo várias na sua garagem de Malibu. Em Agosto de 2020, como o Observador noticiou, caiu de forma aparatosa aos comandos da sua mais recente aquisição, a Swind EB-01, apontada como a mais potente do mercado, o que lhe tem granjeado grande aceitação junto dos clientes que buscam emoções fortes, assumindo-se como o Ferrari das e-bikes.

A queda desta personalidade da TV foi grave, tendo resultado na fractura de três vértebras que quase deixaram Simon Cowell paralisado. Mas, após uma cirurgia de seis horas e dois meses de fisioterapia, voltou a andar. Segundo a imprensa, a queda ocorreu quando Cowell tentava fazer um cavalinho na estreia da sua nova e-bike e a experiência não podia ter corrido pior.

Simon Cowell hospitalizado. Queria fazer cavalinho

Agora, segundo os media americanos, o apresentador queixa-se que a Swindon, fabricante da Swind EB-01, não lhe deveria ter vendido a bicicleta eléctrica sem uma formação específica e deveria tê-lo avisado que aquilo era um perigo. Isto apesar de Swind vender a EB-01 devidamente acompanhada de um livro de instruções, onde explica tudo sobre a existência de três programas de condução, correspondentes aos três níveis de potência (e a outros tantos de autonomia).

A Ferrari não faz avisos deste tipo aos clientes que compram os seus superdesportivos com mais de 700 cv, da mesma forma que a Honda, a Yamaha ou a Ducati, por exemplo, também não sentem necessidade de avisar os seus clientes que procuram as suas motos mais rápidas, com 200 cv e, por vezes, mais rápidas do que os Ferrari. Contudo, de acordo com imprensa norte-americana, esta estrela da TV poderá tentar exigir ao construtor da Swind EB-01 até 10 milhões de libras (é uma empresa britânica), cerca de 11,3 milhões de euros.

Por muito que Cowell ataque o veículo, é bom ter presente que, legalmente, a EB-01 não é uma e-bike, mas sim uma moto eléctrica (apesar de ter pedais), que não pode ser utilizada na via pública na Europa, entre outros motivos por montar um motor de 15 kW (cerca de 20 cv), não respeitando o limite máximo de 0,25 kW das bicicletas eléctricas europeias, para depois tão pouco estar limitada aos 20 km/h das e-bikes do Velho Continente, conseguindo atingir 120 km/h, como aliás está bem patente no site do fabricante. E a EB-01 também não está de acordo com a legislação americana, que permite que a potência atinja 0,75 kW, pelo que a Swind serve apenas para brincar no campo ou no jardim lá de casa, longe da via pública, sendo similar a uma moto de motocross como a Honda CR 450R, cujo motor debita 53 cv para um peso de apenas 110 kg. São ambas divertidas, emocionantes e garantem que, se quem vai aos comandos acelerar a fundo, sem saber o que está a fazer, o mais provável é cair de costas.