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As duras restrições à circulação impostas no Vietname por causa da Covid-19 têm trazido preocupações com o fornecimento global de café, sendo que o país asiático é o segundo maior exportador mundial, depois do Brasil.

Com poucas vacinas e a variante Delta, mais contagiosa, em circulação, tiveram de ser impostas medidas restritivas no centro do surto, a Cidade de Ho Chi Minh — a maior do país — e, consequentemente, no porto que a região acolhe. A diminuição da atividade neste porto tem condicionado várias redes de abastecimento e os comerciantes reportaram dificuldades no transporte e posterior exportação dos grãos de café, conta o jornal The Guardian.

A Associação Café–Cacau do Vietname já instou o governo a aliviar as limitações, tendo o ministro dos Transportes acedido ao pedido, determinando às autoridades do sul do país (onde fica Ho Chi Minh) que reduzissem os obstáculos administrativos desnecessários, no sentido de facilitar o transporte de bens alimentares, como o café.

Ao problema do Vietname — o fornecedor de mais de 20% do café importado pela União Europeia em 2019 — junta-se ainda o maior produtor mundial de café. O Brasil teve um tempo fora do comum para a época, o que trouxe prejuízos para a colheita, tanto a de 2021–22 — afetada pela seca —, como de 2022–23 — danificada pela geada.

O Vietname registou o segundo maior número de novos casos diários de Covid-19 na segunda-feira (14.219) e o total de casos confirmados desde o início da pandemia já é cerca de 296 vezes superior ao total de infeções registadas no ano de 2020.

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