A idade da reforma vai baixar pela primeira vez em 2023. Passa a ser de 66 anos e quatro meses, contra os atuais 66 anos e sete meses.

Isto com base nos dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas, que aponta para a esperança média de vida aos 65 anos, no triénio 2019-2021, em 19,35 anos, “o que corresponde a uma redução de 0,34 anos (4 meses) relativamente ao triénio anterior (19,69 anos em 2018-2020), em resultado do aumento do número de óbitos no contexto da pandemia Covid-19”, diz o INE.

Assim quem se reformar em 2023 terá de trabalhar menos quatro meses face aos que se reformaram em 2022.

A idade da reforma aumentou para os 66 anos em 2014, face aos anteriores 65 anos, sendo, a partir de 2015, ajustada consoante a esperança de vida aos 65 anos. Em 2016 passou a ser de 66 anos e dois meses; em 2017 de 66 anos e três meses; em 2018 de 66 anos e quatro meses; em 2019 e em 2020 de 66 e cinco meses; em 2021 de 66 anos e seis meses e em 2022 de 66 anos e sete meses.

Os valores da idade da reforma ainda têm de ser confirmados, em portaria, pelo Governo.

Pensões antecipadas com menos penalização

Com esta descida da esperança de vida aos 65 anos também o fator de sustentabilidade desce, pelo que as pensões antecipadas terão um corte menor.

Se em 2021 o corte é de 15,5%, para o ano a redução ficará pouco acima dos 14%. As pensões antecipadas — não é abrangido pelo corte por via da aplicação do fator de sustentabilidade quem tenha aos 60 anos completado 40 anos de descontos — têm um corte adicional de 0,5% por cada mês que falte para atingir a idade da reforma (este é para todos).

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