O navio Mondego, que abortou uma missão na passada segunda-feira, por motivos técnicos, afinal, tinha “baixos níveis de combustível no tanque de serviço que alimenta os respetivos motores e geradores”, avançou esta segunda-feira a Marinha, em comunicado. A embarcação realizou provas de mar durante o dia e, segundo a Marinha, “o navio encontra-se operacional”.

“Após a reposição de combustível no tanque de serviço, os dois geradores e os dois propulsores arrancaram sem problemas“, lê-se no comunicado. Agora que está identificado o problema, a Marinha diz estar a investigar o que falhou na resposta, que não terá dado o alerta de nível baixo de combustível.

Navio Mondego abortou missão na segunda-feira à noite perto da Madeira por “motivos de ordem técnica”

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Na passada segunda-feira, estava previsto o transporte de agentes da Polícia Marítima e de vigilantes da natureza até às Selvagens, no arquipélago da Madeira, mas a missão acabou por não se realizar. O navio Mondego estava a cerca de 8 quilómetros do porto do Caniçal, de onde partiu, e teve de ser substituído pelo NRP Setúbal, que acabou por realizar o transporte até às Selvagens.

De acordo com o comunicado divulgado esta segunda-feira, o navio Mondego “perdeu subitamente os dois geradores elétricos e os dois motores de propulsão”, mas “está recuperado e já navegou” esta segunda-feira, durante as provas de mar.

Militares do navio Mondego, afinal, não foram ouvidos pela PJM. Ministério Público suspendeu sessão

A Marinha justificou ainda o tempo que demorou a realizar as provas e a reposição do navio, referindo que foi necessário “recolher evidências sobre as causas do incidente e registar o estado da plataforma”. “Este processo envolveu, desde logo, a necessidade de testar a qualidade de combustível de todos os tanques a fim de excluir a paragem destes por motivos de degradação do mesmo, o que levou o navio a estar inativo, sem geradores elétricos, dois dias”, acrescentou.