Pessoas anónimas e familiares de reféns reuniram-se na Praça dos Reféns, no centro da cidade de Telavive, carregando cartazes com mensagens como “eles confiam em nós para tirá-los do inferno” ou “tragam-nos para casa agora”.

“Queremos pressionar o governo a chegar a um acordo para os libertar”, disse Eli Eliezer, familiar de um dos 137 reféns que as autoridades israelitas estimam que ainda estão detidos em Gaza.

“Eles deveriam ter chegado a um acordo mais cedo. É função do governo garantir a segurança da sua população e das suas terras”, disse o engenheiro de 61 anos.

Cerca de 240 pessoas foram sequestradas e levadas para Gaza no dia 07 de outubro, durante o ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita, que deixou 1.200 mortos, a maioria civis, segundo as autoridades de Israel.

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Os bombardeamentos israelitas lançados como retaliação ao ataque já causaram 17.700 mortos, mais de dois terços dos quais mulheres e jovens com menos de 18 anos, de acordo com o último relatório do Ministério da Saúde do Hamas.

No final de novembro, 105 reféns, incluindo 80 israelitas, foram libertados no âmbito de uma trégua de sete dias entre o Hamas e Israel, em troca de 240 prisioneiros palestinianos detidos em prisões israelitas.

O Hamas descartou quaisquer novas libertações até que seja alcançado um cessar-fogo permanente.

Hoje, em Telavive, entre orações, cantos e discursos, o pai de um refém criticou a ação do governo de Israel.

“Porque é que eles não estão a fazer o seu trabalho? Estamos a pedir ao gabinete israelita, ao gabinete de guerra, que explique exatamente o que está na mesa de negociações”, disse Ruby Chen, pai de Itay Chen, de 19 anos.

“Exigimos participar no processo de negociação. Retirá-los agora, imediatamente, seja qual for o preço”, frisou.

No meio duma multidão compacta, Tzvia Bader garante que a libertação dos reféns “não é a prioridade absoluta” do governo.

A mulher teme que o exército coloque os reféns em perigo durante a sua ofensiva em Gaza.