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“A paz nunca esteve tão perto.” As palavras são da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que até mensurou que serão “dez jardas” — aproximadamente dez metros — que separam a guerra da Ucrânia de um cessar-fogo. A algumas horas da chamada telefónica entre o Presidente norte-americano e o seu homólogo russo, existe a confiança de que Donald Trump vai conseguir convencer Vladimir Putin a concordar com uma trégua.
Na rede social Truth Social, Donald Trump adiantou que “muitos elementos de um acordo final já foram fechados, mas ainda falta muito”. Durante o telefonema, referiu Karoline Leavitt numa conferência de imprensa esta segunda-feira, serão discutidas questões como as eventuais cedências territoriais que a Ucrânia poderá de fazer, assim como o futuro da central nuclear de Zaporíjia.
Neste sentido, o jornal Semafor apurou que a administração Trump está a ponderar reconhecer a região da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, como território russo. Além disso, em cima da mesa está ainda uma iniciativa diplomática norte-americana no seio da Organização das Nações Unidas. O objetivo seria que a ONU fizesse o mesmo: a aprovação da integração da Crimeia na Federação Russa.
A decisão ainda não está fechada, mas pode ser um passo para terminar o conflito, acredita a administração Trump. Além disso, o Presidente norte-americano continuou a insistir na ideia de que as tropas da Ucrânia estão cercadas na região russa de Kursk, ainda que Kiev já tenha desmentido essa informação. No entanto, o líder dos EUA vincou que se “não fosse” por ele, os militares ucranianos já teriam sido mortos.
O Presidente norte-americano referiu igualmente que está tão envolvido nestas negociações de paz por uma “questão de Humanidade”. E reiterou que têm de ser feitas rapidamente, recordando a morte de “milhares de jovens soldados”. “Cada semana causa 2.500 soldados mortos, de ambos os lados, e isto deve acabar agora”, salientou Donald Trump.
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Zelensky acusa Putin de “arrastar a guerra”
Já o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recordou que faz esta terça-feira uma semana que foi apresentada a proposta norte-americana de um cessar-fogo temporário no ar, no mar e nas linhas da frente. “A implementação desta proposta poderia ter começado há algum tempo”, declarou Volodymyr Zelensky no seu discurso diário, lembrando que “todos os dias em tempo de guerra” há vidas em risco.
Porém, quase uma semana depois, é “claro para todo o mundo” que o líder russo continua “arrastar esta guerra”. “Há uma semana que Vladimir Putin continua incapaz de dizer ‘sim’ à proposta de cessar-fogo. Ele diz o que quer, mas não é o que todo o mundo quer ouvir”, denunciou o Presidente da Ucrânia.
Tomorrow marks one week since the U.S. proposal for a ceasefire in the sky, at sea, and on the front lines has been on the table. The implementation of this proposal could have begun long ago. Every day in wartime is a matter of human lives.
Now, almost a week later, it’s clear… pic.twitter.com/bqRbA8hf7K
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 17, 2025
Volodymyr Zelensky acredita igualmente que uma “proposta de cessar-fogo incondicional é essencial para salvar vidas, permitindo diplomatas a trabalhar para garantir a segurança e uma paz duradoura”. Esta proposta está a ser “ignorada” pela Rússia, lamentou o líder da Ucrânia, que pediu a renovação da pressão para “fazer finalmente Moscovo aceitar que esta guerra deve ter um fim”.