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Trump ameaça China com taxa adicional de 50% sobre tarifas de retaliação de Pequim

Este artigo tem mais de 1 ano

A ameaça surge após a China, apontada por Trump como sendo "o maior abusador de todos", ter indicado que irá retaliar contra as tarifas dos Estados Unidos anunciadas na semana passada.

epa12016260 US President Donald Trump speaks during a meeting with the 2024 World Series Champions - Los Angeles Dodgers, in the East Room at the White House in Washington, DC, USA, 07 April 2025.  EPA/YURI GRIPAS / POOL
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Dois dias depois do anúncio de Trump sobre as novas tarifas, o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, alertou na sexta-feira para o facto de as tarifas poderem aumentar a inflação

YURI GRIPAS / POOL/EPA

Dois dias depois do anúncio de Trump sobre as novas tarifas, o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, alertou na sexta-feira para o facto de as tarifas poderem aumentar a inflação

YURI GRIPAS / POOL/EPA

Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre as tarifas do Estados Unidos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou esta segunda-feira impor uma tarifa adicional de 50% à China se Pequim não retirar até terça-feira as taxas que impôs aos produtos norte-americanos em retaliação ao plano tarifário de Washington.

A ameaça de Trump, segundo analisa a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), levanta novas preocupações de que o alegado esforço para reequilibrar a economia global poderá levar a uma guerra comercial.

As palavras do Presidente norte-americano, divulgadas nas redes sociais, surgiram após a China ter indicado que irá retaliar contra as tarifas dos Estados Unidos anunciadas na semana passada.

“Se a China não retirar o seu aumento de 34% em cima dos seus abusos comerciais já de longa data até amanhã [terça-feira], 8 de abril de 2025, os Estados Unidos imporão tarifas ADICIONAIS à China de 50%, a partir de 9 de abril”, escreveu o governante na sua rede social Truth Social, recorrendo a letras maiúsculas para acentuar o conteúdo da mensagem.

“Além disso, todas as negociações com a China sobre as reuniões solicitadas connosco serão encerradas!“, acrescentou.

Trump voltou esta segunda-feira a defender a sua decisão de impor tarifas, enquanto os mercados globais continuam a cair e os receios de uma recessão aumentam.

Bolsas em forte queda pelo terceiro dia consecutivo. Europa segue no “vermelho” e bolsa dos EUA entra em “bear market”

“Os Estados Unidos têm a oportunidade de fazer algo que deveria ter sido feito há décadas”, escreveu esta segunda-feira o governante norte-americano, também na rede social Truth Social.

“Não sejam fracos! Não sejam estúpidos! (…) Sejam fortes, corajosos e pacientes, e a grandeza será o resultado”, referiu ainda.

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O Presidente republicano tem insistido que as tarifas são necessárias para reequilibrar o comércio global e reconstruir a produção nacional.

Na mensagem, acusou outros países de “se aproveitarem dos bons e velhos Estados Unidos” no comércio internacional e responsabilizou os “‘líderes’ do passado por permitirem isso”.

Trump apontou a China como “o maior abusador de todos”.

O Dow Jones Industrial Average caiu 1.200 pontos no início das negociações na manhã desta segunda-feira e o S&P 500 estava a caminho de entrar num mercado em baixa, o que significa cair 20% em relação a um máximo recente.

Até mesmo alguns dos aliados de Trump estão a dar o alarme sobre os danos económicos, e as previsões financeiras sugerem mais sofrimento no horizonte para as empresas, consumidores e investidores dos Estados Unidos.

Trump também apelou à Reserva Federal para baixar as taxas de juro.

Dois dias depois do anúncio de Trump sobre as novas tarifas, o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, alertou na sexta-feira para o facto de as tarifas poderem aumentar a inflação e disse que “há muita espera e muita observação”, antes de serem tomadas quaisquer decisões.

Os investidores esperam que o banco central dos Estados Unidos reduza as taxas de juro de referência pelo menos quatro vezes até ao final deste ano, de acordo com o FedWatch do CME Group, um sinal de que as preocupações com a inflação serão eclipsadas pelos receios de despedimentos e de uma economia em contração.

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