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Índia. Pelo menos 28 mortos em ataque terrorista. Narendra Modi promete condenar responsáveis por "ato hediondo"

Este artigo tem mais de 1 ano

Ataque terrorista resultou na morte de pelo menos 28 pessoas, maioritariamente turistas na estação de montanha de Pahalgam, perto de Caxemira. O país ainda confirmou "ter eliminado dois terroristas".

A Índia e o Paquistão disputam a soberania de Caxemira desde 1947
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▲A Índia e o Paquistão disputam a soberania de Caxemira desde 1947

▲A Índia e o Paquistão disputam a soberania de Caxemira desde 1947

Um ataque terrorista na Índia terá resultado na morte de pelo menos 28 pessoas, maioritariamente turistas na estação de montanha de Pahalgam, perto de Caxemira. O primeiro-ministro Narendra Modi, que na altura estava de visita à Arábia Saudita, condenou veementemente o incidente, prometendo que os responsáveis ​​pelo “ato hediondo” serão levados à justiça. Um dia depois do ataque, o exército indiano disse nesta quarta-feira “ter eliminado dois terroristas” num tiroteio.

Pelo menos 28 turistas morreram e “muitos outros foram feridos” no ataque desta terça-feira, de acordo com o jornal The Times of India. O grupo de homens armados terá aberto fogo sobre os turistas, de forma aparentemente indiscriminada. A segurança foi reforçada no distrito de Anantnag e nas zonas turísticas próximas, com reforços mobilizados e uma operação de busca em curso para rastrear quaisquer ameaças.

Uma unidade do exército indiano, o Chinar Corps, relatou uma “intensa troca de tiros” com homens armados, dizendo que suspeitava que estes tinham “tentado uma infiltração” em Baramulla, cerca de 100 quilómetros a nordeste de Pahalgam, onde ocorreu o atentado. O exército declarou, além disso, que apreendeu grandes quantidades de armas e munições.

Nenhum grupo reivindicou o ataque que a polícia descreveu imediatamente como um “ataque terrorista”.

Nesta terça-feira, após o ataque, o primeiro-ministro manifestou uma profunda angústia e garantiu que seriam tomadas medidas rápidas e decisivas. “Condeno veementemente o ataque terrorista em Pahalgam, Jammu e Caxemira”, afirmou, dando os seus “pêsames àqueles que perderam os seus entes queridos”. “Rezo para que os feridos recuperem o mais rapidamente possível. Toda a assistência possível está a ser prestada aos afetados”, acrescentou Modi na rede social X. As forças indianas lançaram, então, uma caça maciça contra os terroristas.

Os responsáveis ​​por este ato hediondo serão levados à justiça… não serão poupados! A sua agenda maléfica nunca terá sucesso. A nossa determinação em combater o terrorismo é inabalável e só se fortalecerá”, garantiu o primeiro-ministro indiano.

Modi interrompeu uma visita à Arábia Saudita e voltou nesta quarta-feira a Nova Deli. Após a chegada à capital indiana, realizou uma reunião de alto nível no aeroporto para discutir a situação, de acordo com imagens do Governo.

O ataque ocorre numa altura em que o Vale de Caxemira está a registar uma época turística de grande sucesso, com hotéis em Srinagar, Pahalgam, Gulmarg e Sonamarg a indicarem estar totalmente ocupados. Este é o primeiro grande ataque terrorista contra turistas no Vale de Caxemira em 2025, o que irá causar um grande impacto na região, especialmente porque o turismo — uma importante fonte de rendimento para a economia do Vale — tem vindo a crescer. Foi o ataque mais mortífero contra civis num quarto de século.

Desde a divisão em 1947, a Índia e o Paquistão disputam a soberania de Caxemira, de maioria muçulmana.

Na parte indiana, uma rebelião separatista causou dezenas de milhares de vítimas desde 1989. Nova Deli enviou para o local um contingente de cerca de 500 mil soldados.

Os combates diminuíram desde que o Governo nacionalista hindu do primeiro-ministro, Narendra Modi, revogou a autonomia limitada do território em 2019.

Líderes mundiais demonstram o seu apoio e prestam condolências

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, condenaram na terça-feira o atentado. “As minhas mais profundas condolências a Narendra Modi e cada coração indiano que sofre hoje [terça-feira]”, pode ler-se, numa nota na rede social X de Ursula von der Leyen.

Kaja Kallas condenou “o hediondo ataque terrorista” que “ceifou muitas vidas inocentes”. “A UE mantém-se firme contra o terrorismo”, pode ler-se, na publicação na mesma rede social.

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente o atentado, referindo que “os ataques contra civis são inaceitáveis em quaisquer circunstâncias”.

Já o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que os Estados Unidos estão “firmemente ao lado da Índia contra o terrorismo”. “O primeiro-ministro [Narendra] Modi e o grande povo da Índia têm o nosso total apoio e as nossas profundas condolências”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

Foi divulgada a reação do chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, que condenou esta quarta-feira o ataque, qualificando-o como um “terrível ataque” de natureza terrorista.

“Presidente da República condena o ataque terrorista em Caxemira“, lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Nesta mensagem, refere-se que Marcelo Rebelo de Sousa “condena o terrível ataque que vitimou mais de vinte pessoas em Pahalgam, na região de Caxemira, na Índia, e expressa as suas mais sentidas condolências aos familiares das vítimas, assim como ao povo indiano”.

Também o Presidente de Timor-Leste condenou o ataque terrorista na parte indiana de Caxemira. 

“Timor-Leste condena com firmeza este ato bárbaro que ceifou vidas inocentes. Estendemos a nossa solidariedade ao Governo e ao povo da Índia, bem como às famílias enlutadas”, afirmou o chefe de Estado timorense, numa carta enviada à homóloga indiana, Droupadi Murmu.

“Reafirmamos o nosso apoio às autoridades indianas na procura de justiça e na luta contra o terrorismo. Que as famílias das vítimas encontrem conforto e força para superar este momento de adversidade”, acrescentou José Ramos-Horta, na carta divulgada pela Presidência timorense.

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