Pelo menos uma dezena de polícias e militares pertenciam ao Movimento Armilar Lusitano (MAL), o grupo neonazi que desmantelado na semana passada pela Polícia Judiciária (PJ). A organização era liderada por um chefe da Polícia de Segurança Pública (PSP), que tentava cativar polícias, militares e pessoas com experiência no uso e porte de arma para que se juntassem ao MAL.
A informação está a ser avançada pela edição desta quinta-feira do Expresso. Segundo o jornal, as autoridades monitorizaram conversas de um elemento da PSP, que era amigo de uma líderes da MAL e que teria conhecimento sobre armas e explosivos que seriam comprados pelo movimento — o que permitiu perceber a rede de polícias e militares que pertenciam à organização.
Os investigadores da PJ suspeitam que o MAL tenha fornecido armamento a outras organizações de extrema-direita. O MAL terá encomendado as armas da Alemanha e num site de uma empresa italiana que comercializava armas de fogo.
Entre os membros da MAL, de acordo com o jornal, havia integrantes da PSP, da Guarda Nacional Republicana (GNR) e até um fuzileiro da Marinha.
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