No site da casa de leilões Sotheby’s o relógio da contagem decrescente para a licitação ao vivo parou às 15h00 desta quinta-feira e nem uma hora depois o protótipo original da primeira carteira Birkin, da Hermès, criado de propósito para a atriz Jane Birkin, em 1984, acabou vendido por 8,6 milhões de euros (10 milhões de dólares), incluindo taxas.

Mesmo arranhada, riscada e manchada, dos vários anos de uso, torna-se na carteira mais cara alguma vez vendida em leilão, avança a CNN Internacional.

A carteira pertenceu à atriz Jane Birkin, que só vendeu o protótipo em 1994 para ajudar pacientes com Sida. Tem medidas e detalhes únicos por ser uma versão inicial do modelo que viria a ser conhecido mundialmente. Em 2000, a peça voltou a ser leiloada e foi comprado por um preço não revelado.

Depois de uma tour de exposições, em Manhattan e depois Paris — para que os amantes de moda a pudessem ver ao vivo — a carteira encontrou um novo dono esta tarde. Não existia base de licitação, mas os organizadores acreditavam, antes de ser vendida, que esta pudesse vir a custar tanto quanto uma camisola usada pela princesa Diana — em setembro de 2o23 uma destas peças foi leiloada por um milhão de euros.

É a própria Sotheby’s a lembrar as origens da Birkin original, que remontam ao famoso encontro entre Jane Birkin e Jean-Louis Dumas, bisneto do fundador da Hèrmes, num voo da Air France. Enquanto viajava com sua filha pequena, Jane reclamou com o diretor da Hermès que não conseguia encontrar uma carteira grande o suficiente para o seu dia a dia. Foi então que Dumas decidiu criar uma carteira de propósito para ela. 

Foi a própria marca francesa a oferecer a carteira à atriz em 1985, pedindo-lhe permissão para batizar o modelo com o seu nome. Passou a ser comercializada desde então, mas é uma carteira exclusiva, para a qual é necessário aguardar numa lista de espera.

As Birkin são feitas à mão e os preços podem variar entre 15 mil e 50 mil euros, a depender do tamanho e do material.

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