Um ano depois de ter avisado Luís Montenegro que as expectativas que o primeiro-ministro tinha criado em relação ao plano de emergência para a Saúde eram “muito altas” e que iria acompanhar de perto a execução das medidas, Marcelo Rebelo de Sousa disse ao Público que “espera o fim do Verão para, eventualmente, formular juízo sobre a matéria”.
O Presidente da República aponta assim setembro como o prazo para ver a crise nas urgências resolvida. O Público recorda ainda as declarações do Presidente, de há um ano, ao lado da ministra Ana Paula Martins, em que dizia desejar que a resposta à crise fosse resolvida “o mais rápido possível”.
O verão arrancou nas urgências portuguesas sem mudanças estruturais nem concentração de equipas, com o SNS a preparar-se para um verão marcado por serviços de urgência fechados e outros severamente limitados.
Administradores hospitalares e médicos ouvidos pelo Observador em meados de julho diziam temer que a situação se agravasse em relação ao que aconteceu no ano passado, com a situação nas urgências de Ginecologia/Obstetrícia a ser aquela que inspira maior preocupação, dada a falta de profissionais para preencher as escalas.
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