Acompanhe o nosso liveblog sobre o conflito israelo-palestiniano
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de 21 países, incluindo Portugal, e a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, instaram, esta quinta-feira, Israel a “reverter imediatamente” o plano “inaceitável” de construir novos colonatos nos territórios da Cisjordânia — o chamado E1, que separa a região palestiniana de Jerusalém Oriental.
“A decisão do Comité Superior de Planeamento de Israel de aprovar planos de colonatos a construção na zona E1, a leste de Jerusalém, é inaceitável e constitui uma violação do Direito internacional“, escrevem os representantes, num comunicado conjunto que foi subscrito pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.
Os signatários afirmam condenar esta decisão e apelam à sua “reversão imediata nos termos mais veementes”. O projeto prevê a construção de 3.400 casas no território ocupado e caso seja implementado, “colocará em risco a solução de dois Estados“, ao dividir o território palestiniano em duas partes.
[Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]
Entre os países que assinaram a declaração estão, além de Portugal, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Eslovénia, Espanha, Suécia e Reino Unido.
Na quarta-feira, o governo israelita aprovou o plano para a construção do colonato que alarga a área habitacional israelita nos territórios da Cisjordânia. O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, ligado à fação de extrema-direita do executivo liderado por Benjamin Netanyahu.
“Com o E1, estamos finalmente a cumprir o que foi prometido há anos”, disse Smotrich num comunicado citado pela agência Reuters, acrescentando que “o Estado palestiniano está a ser eliminado da mesa, não com slogans, mas com ações”.