A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, admitiu esta quinta-feira que “nem tudo correu bem” relativamente aos incêndios que afetaram o país durante o último mês e que agora a preocupação é avaliar o que se passou e definir o estatuto profissional de bombeiros que têm contrato permanente com as associações voluntárias.

“Com esta dimensão de catástrofe, é evidente que nem tudo correu bem. Agora é tempo de compreender o que se passou e de avaliar“, disse a governante durante uma visita ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Serpins, no município da Lousã, após ter estado reunida com o presidente da Câmara, o comandante dos bombeiros e com o presidente da associação local.

Questionada sobre se houve descoordenação dos meios durante o combate aos incêndios e se o sistema colapsou, Maria Lúcia Amaral garantiu que “não houve colapso”. “Temos todos, como comunidade nacional, de nos congratular pelo facto de não ter havido colapso“, disse a ministra, sublinhando que “o país respondeu de acordo com o sistema — que tem um desenho institucional — e como esta é a hora de compreender e de avaliar o que se passou, evidentemente, que a análise crítica sobre esse sistema institucional estará sobre a mesa”.

Nas mesmas declarações, justifica a visita que fez durante a manhã desta quinta-feira a Serpins. “Agradeço profundamente a todos os bombeiros que durante todo este mês trágico estiveram na linha da frente a defender os interesses de todos. A minha profunda gratidão está expressa na vinda a Serpins, à Lousã”.

A ministra da Administração Interna anunciou, ainda, que “por resolução do Conselho de Ministros, foi decidido que todos esses bombeiros que fizeram parte do dispositivo especial de combate aos incêndios este ano e que lutaram na linha da frente nas áreas mais afetadas entre 26 de julho e 27 de agosto terão uma majoração de 25% quanto ao seu vencimento diário“.

“A preocupação e o reconhecimento profundo traduzir-se-á no compromisso que assumimos  — que consta no programa do Governo — de definir o estatuto profissional para aqueles que têm um contrato de trabalho permanente com as associações humanitárias locais”, sublinhou, também, Maria Lúcia Amaral, concluindo que “a definição rigorosa e justa do seu estatuto profissional será uma preocupação do Governo nos meses que se seguirão”.

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