O Presidente brasileiro criticou esta sexta-feira as novas incursões militares dos Estados Unidos em águas perto da Venezuela e frisou que pretender discutir essa matéria caso o encontro com o Presidente norte-americano se concretize.

“Se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer. Onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade à soberania dos países”, questionou o chefe de Estado brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, numa conferência de imprensa realizada esta sexta-feira na Indonésia.

No encerramento da sua visita de Estado ao país e antes de embarcar para a Malásia, para participar da cimeira da ASEAN, na qual Donald Trump também marcará presença, Lula da Silva frisou que pretende “discutir esses assuntos com o Presidente Trump se ele os colocar na mesa”.

“Você não está aí para matar as pessoas, você está para prender as pessoas. Antes de punir alguém, é preciso julgar, ter provas. Você não pode simplesmente dizer que vai invadir o território de outro país. É preciso respeitar a Constituição, a autodeterminação dos povos e a soberania territorial”, sublinhou o chefe de Estado brasileiro.

As declarações de Lula da Silva ocorreram pouco depois de o Exército dos EUA ter declarado que afundou nove embarcações em águas do Caribe e do Pacífico, numa nova etapa da sua guerra contra as drogas.

O aumento das tensões começou em agosto com o envio de navios militares norte-americanos para o Caribe, tendo a Venezuela como principal alvo, mas já se estendeu às águas do Pacífico, envolvendo a Colômbia.

Tanto o Governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, como o de Gustavo Petro, na Colômbia, denunciaram os ataques às lanchas como assassínios e execuções extrajudiciais.

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