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A presidente da Comissão Europeia advertiu esta segunda-feira que as ameaças à segurança da União Europeia (UE) “são reais e estão a aumentar”, exortando o bloco comunitário europeu a aumentar “urgentemente a capacidade de proteção dos céus e infraestruturas”.
“As ameaças à nossa segurança são reais e estão a aumentar”, escreveu Ursula von der Leyen nas redes sociais, alertando que a UE tem de “aumentar urgentemente a capacidade de proteção dos céus e infraestruturas”.
The threats to our security are real and growing.
Europe must urgently boost capacity to protect our skies and our infrastructure.
Poland is the largest defence spender in Europe. And it will be the biggest beneficiary of the SAFE instrument.
Razem jesteśmy silniejsi. https://t.co/bzHulLpnys
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) November 17, 2025
A presidente do executivo político-económico europeu acrescentou que a Polónia “é o país que mais investe” na área da defesa entre os 27 países do bloco comunitário: “Por essa razão, vai ser o principal beneficiário do Programa de Ação para uma Europa Segura [SAFE, na sigla em inglês]”.
Uma linha ferroviária do sudeste da Polónia foi danificada no domingo por uma explosão que as autoridades determinaram ser um ato de sabotagem, anunciou esta segunda-feira o primeiro-ministro, Donald Tusk.
“Infelizmente, os piores receios confirmaram-se […] uma explosão destruiu a linha férrea”, disse Tusk num comunicado, citado pela agência de notícias The Associated Press.
O incidente ocorreu na zona de Mika, no troço Varsóvia — Lublin, e afetou uma linha de transporte de passageiros, segundo o primeiro-ministro polaco.
Dois passageiros e vários membros do pessoal da companhia ferroviária seguiam no comboio, mas não há registo de feridos, disseram as autoridades.
Um maquinista na linha entre Varsóvia e Lublin relatou irregularidades na via no domingo de manhã.
Uma inspeção mais aprofundada determinou que havia danos numa secção da linha perto da localidade Mika, cerca de 100 quilómetros a sudeste de Varsóvia, e noutra zona do troço.
Os responsáveis serão apanhados “independentemente de quem estiver por trás deles”, disse Tusk, que classificou o incidente como um “ato de sabotagem sem precedentes”.
As autoridades polacas detiveram dezenas de pessoas por suspeita de sabotagem e espionagem desde a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Num outro comunicado, o Governo anunciou esta segunda-feira a reabertura de dois postos fronteiriços com a Bielorrússia que estavam encerrados há vários anos devido a um significativo afluxo de migrantes e às tensões com Minsk, um aliado de Moscovo.