1231,5kWh poupados 1231,5 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Mais de 50 imagens, 35 páginas e um suspeito. O relatório da polícia sobre Cláudio Valente na íntegra

Este artigo tem mais de 6 meses

Polícia de Providence divulgou relatório sobre Cláudio Valente e explica ponto por ponto como chegaram ao nome do português. Documento foca-se apenas na investigação ao ataque à Universidade Brown.

Nome de Cláudio Valente consta logo no cabeçalho das autoridades
i

▲Nome de Cláudio Valente consta logo no cabeçalho das autoridades

▲Nome de Cláudio Valente consta logo no cabeçalho das autoridades

Acompanhe aqui o liveblog sobre o alegado envolvimento de Cláudio Valente nos ataques nos EUA

São 35 páginas, muitas imagens de videovigilância e alguns testemunhos recolhidos pelas autoridades. O relatório da polícia de Providence sobre Cláudio Valente — suspeito de matar Nuno Loureiro e do tiroteio na Universidade Brown — foi tornado público. No documento lê-se que o português alugou um carro em Boston, que tinha um andar “peculiar” e que no local do tiroteio na universidade foram encontradas pelo menos 44 munições.

Pode ter acesso ao relatório completo aqui.

O documento começa por referir o dia em que a Universidade de Brown foi palco do tiroteio que resultou na morte de duas pessoas. “No dia 13 de dezembro de 2025, por volta das 16h06, a polícia de Providence foi chamada à número 184 da Hope Street, devido a relatos de um atirador ativo. Ao chegarem ao local, os polícias encontraram várias vítimas de ferimentos de bala.”

As autoridades escrevem que os bombeiros prestaram socorro no local às vítimas que estavam na sala 166, o Auditório Tanner. “Este auditório possui escadas de ambos os lados, com entradas no topo e na base. Havia 10 vítimas no total“, entre os quais Ella Cook e Mukhammad Aziz Imurzokov, que acabaram por morrer.

O auditório onde tudo aconteceu “estava a ser utilizado para uma sessão de revisão antes da prova de Princípios de Economia” quando começou o tiroteio. “Os alunos referiram estar no auditório quando, de repente, ouviram tiros vindos da parte de trás do auditório… A descrição de um suspeito foi feita a partir dos testemunhos: um homem de porte físico médio, que usava uma máscara que cobria a parte inferior da cara“.

Segundo as autoridades, no local do crime foram encontradas pelo menos 44 balas de munições de calibre 9 milímetros que foram disparadas pelo atirador. E descobriram ainda dois carregadores com capacidade para cerca de 30 cartuchos. Depois disto, “os perfis de ADN foram desenvolvidos através do envio de diversas provas balísticas da cena do crime”.

As autoridades recolheram depois os testemunhos das vítimas e levaram a cabo uma verificação de todas as áreas circundantes. “A partir da vigilância coletiva foi identificado um suspeito que surgia em diversas gravações”, tanto no dia do tiroteio, como no dia seguinte.

As imagens recolhidas levaram a concluir que o suspeito parecia ser “corpulento”, estando a usar uma máscara e um “casaco escuro de dois tons, um gorro de inverno, calças pretas e ténis pretos”. “Caminhava com uma marcha peculiar e, em vários vídeos, a mão direita parece estar no bolso do casaco.” É enquanto deambula pela área que circunda a Universidade Brown que se cruza com ‘John’ — cujo testemunho se revelará essencial para encontrar o suspeito.

Um casaco folgado, um Nissan cinzento e um sotaque hispânico. O testemunho de ‘John’ no Reddit que levou a polícia até Cláudio Valente

Não há imagens do auditório onde o ataque teve lugar, nem dos corredores adjacentes, lê-se no relatório. No entanto, há imagens que colocam o suspeito a afastar-se da área do edifício depois da hora do tiroteio. As autoridades relatam ainda que recorreram a duas imagens estáticas em que o sujeito está “completamente erguido” para chegar à conclusão que media entre 1,70m e 1,75m.

No relatório divulgado, as autoridades escrevem que leram e seguiram todas as dicas que receberam e que ouviram várias testemunhas. Com base nas indicações dadas por John acerca de um carro Nissan pertencente a um indivíduo suspeito e recorrendo às imagens disponíveis, a polícia desvendou a matrícula do veículo.

“Uma câmara captou um Nissan Sentra cinzento no dia 13 de dezembro de 2025 às 8h26. A imagem mostra a placa parcial da Florida com a inscrição ’62D’. Este veículo foi alugado no Alamo Rent-A-Car, no centro de Boston, a 1 de dezembro de 2025, às 11h36. O locatário deste veículo é Cláudio Manuel Neves Valente”, escrevem as autoridades.

Na investigação levada a cabo está também relatado que a Universidade Brown confirmou que o português tinha passado pela instituição, mas sem ter vínculo atualmente. Foi ainda especificado que o português tinha abandonado a instituição no outono de 2003.

“A 23 de agosto de 2000 foi admitido como estudante com visto F-1 para frequentar a universidade Brown” e em maio de 2017 recebe um visto de imigrante por diversidade. “A 14 de setembro de 2017 foi legalmente admitido como residente permanente legal no aeroporto internacional JFK, em Nova Iorque”.

No relatório das autoridades estão também anexadas 55 imagens de Cláudio Valente a deslocar-se nas imediações da Universidade Brown e no momento em que aluga o carro.

▲ Duas das imagens que constam no relatório das autoridades

As autoridades só descobriram a morada de Cláudio Valente depois de este entrar em contacto com o stand que lhe cedeu o carro a pedir para mudar a morada de entrega do veículo.

“No dia 18 de dezembro de 2025 (…) enquanto o agente M.S, estava na loja de aluguer do carro, o suspeito ligou para lá e alterou o local da devolução do veículo de Boston para um endereço específico [onde estaria agora a viver]. De acordo com a informação disponível, Cláudio Valente foi recentemente associado a uma morada na avenida Commonwealth, em Boston”.

No relatório não consta qualquer informação sobre o momento do ataque ao físico nuclear Nuno Loureiro, apesar de Cláudio Valente ser o principal suspeito de o ter matado. Os factos relatados neste documento dizem apenas respeito à investigação sobre o ataque à Universidade Brown.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.