Acompanhe o nosso liveblog sobre as tensões internacionais

As delegações russas e ucranianas terão discutido a possibilidade de criar uma zona desmilitarizada no Donbass, na região de Donetsk, durante as negociações trilaterais que decorreram esta semana na Suíça, avançou o New York Times, que cita três fontes.

De acordo com o jornal norte-americano, Moscovo exige que Kiev entregue os territórios da região de Donetsk que ainda se encontram sob controlo ucraniano como condição para terminar a guerra. Kiev rejeitou a retirada unilateral das suas forças, argumentando que ceder território poderá incentivar novos ataques russos.

Entre as ideias discutidas está, assim, a criação de uma zona desmilitarizada que não seria controlada por nenhuma das forças armadas. A proposta recupera ideias apresentadas em iniciativas de paz anteriores, como o plano de 28 pontos apresentado em novembro pela administração Trump.

“Bom acordo para ambos” ou “capitulação” ucraniana? O que diz o plano dos EUA para um cessar-fogo, ponto por ponto

Enquanto Zelensky tem desvalorizado a possibilidade de ceder território em troca da paz — afirmando ainda assim que permitir vitórias ao “agressor russo” seria “um grande erro” —, Putin mostra-se cauteloso quanto à criação de uma zona desmilitarizada no Donbass, afirmando que os detalhes deste eventual acordo teriam de ser discutidos.

Segundo as mesmas fontes, os negociadores analisaram, ainda, a criação de uma zona de comércio livre dentro da eventual área desmilitarizada, com o objetivo de tornar a proposta mais aceitável para ambas as partes. No entanto, as perspetivas económicas são limitadas, uma vez que grande parte da indústria local se encontra destruída.

[O acampamento mais importante do ano. O concurso de Miss com biquinis minúsculos. E o obscuro ritual tântrico em grupo. Ouça o quarto episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro]

O encontro desta semana entre a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia decorreu em Genebra, na Suíça, e após a reunião, o chefe da equipa negociadora russa, Vladimir Medinsky, classificou as negociações como “difíceis, mas substanciais”. Zelensky acusou, porém, a Rússia de dificultar o progresso das negociações de paz, “que já poderiam ter atingido a fase final”.

Já Steve Witkoff, enviado do Presidente norte-americano, elogiou os progressos alcançado nas negociações trilaterais. “O sucesso do Presidente Trump em reunir os dois lados desta guerra trouxe um progresso significativo”, disse.