Quase 7.500 famílias jovens compraram casa com financiamento parcialmente garantido pelo Estado através da Caixa Geral de Depósitos – e continua a haver, até agora, apenas um caso de incumprimento que levou ao acionamento da garantia. Paulo Macedo, presidente da comissão executiva do banco público, salienta que estas são pessoas que “de outra forma não teriam casa própria” ou teriam de pagar uma renda mais elevada do que o crédito, sem a vantagem de estarem a acumular património.

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais do banco, a CGD afirmou que aproximadamente um em cada três jovens que recorreram em 2025 à garantia pública contraiu o seu crédito à habitação junto da CGD. Até agora, ascende a 1,5 mil milhões de euros o valor do crédito à habitação concedido pelo banco com garantia pública, referente a um total de 7.395 operações contratadas.

Contudo, o número de famílias jovens que contraiu crédito na CGD, durante o ano passado, sem garantia pública, ascendeu a 10.076 o que, em sua opinião, permite concluir que “não é a garantia pública que faz aumentar o preço das casas” em Portugal. Além disso, uma grande parte das transações imobiliárias em Portugal nem sequer envolvem crédito bancário, o que reduz ainda mais a influência desta medida sobre os preços das casas, que sobem devido ao “desequilíbrio entre oferta e procura”.

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Em média, as taxas de esforço das famílias jovens “são mais altas quando há garantia pública”, mas a diferença não é muito significativa em relação aos agregados que não utilizam a garantia. Sublinhando que a garantia pública “não vai resolver a assimetria na oferta de habitação”, Paulo Macedo afirmou que terá de ser o Governo a decidir se prolongará para lá do final de 2026.

Na garantia pública no crédito à habitação para jovens, cada banco tem uma quota que pode utilizar para atribuir empréstimos parcialmente garantidos pelo Estado, sendo a quota inicial atribuída à CGD de 258 milhões de euros. Em janeiro, o Governo anunciou que aprovou um reforço da garantia pública em 250 milhões de euros para a CGD.

A garantia pública para o crédito à habitação a jovens até 35 anos (inclusive) aplica-se a contratos assinados até final de 2026 e permite ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação.

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