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"Não quero um cessar-fogo". Donald Trump está atrás da "vitória", mas admite "abrandar" ofensiva

Este artigo tem mais de 6 meses

Trump disse estar em sintonia com Israel, pois partilham um objetivo: a "vitória". A relação com a NATO é mais difícil: depois de recusas para desbloquear Ormuz, acusou os aliados de serem "cobardes".

epa12827912 US President Donald Trump looks on during his  meeting with Taoiseach of Ireland Micheal Martin, in the Oval Office of the White House in Washington, DC, USA, 17 March 2026.  EPA/YURI GRIPAS / POOL
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YURI GRIPAS / POOL/EPA

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“Eu não quero um cessar-fogo. Não se quer um cessar-fogo quando se está literalmente a obliterar o outro lado”. Foi desta forma conclusiva que Donald Trump recusou, esta sexta-feira, colocar um fim à guerra com o Irão pela via diplomática, em declarações aos jornalistas à saída da Casa Branca. Horas mais tarde, o Presidente norte-americano recorreu à Truth Social para explicar que a guerra poderá realmente estar a chegar ao fim, mas por outra via.

“Estamos muito próximos de alcançar os nossos objetivos e estamos a considerar abrandar os nossos grandes esforços militares”, escreveu Trump, numa publicação em que elencou os cinco objetivos que disse estarem a ser cumpridos. São eles: a “degradação completa” da capacidade militar do Irão, a destruição das infraestruturas industriais, a eliminação da Marinha e da Força Aérea, o bloqueio de uma arma nuclear e a proteção dos aliados na região.

Antes, os jornalistas tinham questionado o Presidente se Israel iria concordar com os Estados Unidos sobre o momento certo para colocar um ponto final na guerra. “Penso que sim. Nós queremos, mais ou menos, coisas semelhantes. Queremos os dois a vitória e é isso que nós temos”, respondeu, classificando a relação entre Washington e Telavive como “muito boa”.

Apesar das aparentes certezas sobre a vitória norte-americana na guerra e sobre o seu fim, a questão do estreito de Ormuz continua a agitar a posição de Trump, numa semana em que oscilou entre precisar ou não da ajuda dos aliados para pôr fim ao bloqueio iraniano. “É uma manobra militar simples, mas é precisa muita ajuda, uma vez que são precisos navios. E a NATO podia ajudar-nos, mas não tiveram a coragem de o fazer”, explicou, horas depois de ter acusado os aliados de serem “cobardes”.

Trump pressiona aliados e China para ajudarem a reabrir o Estreito de Ormuz. “NATO terá futuro muito mau” se falhar ajuda

“Agora que esta guerra foi GANHA militarmente, com muito pouco risco para eles, queixam-se dos elevados preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas recusam-se a ajudar a abrir o Estreito de Ormuz — uma simples manobra militar que é a única razão para esses preços elevados do petróleo. Seria tão fácil para eles fazê-lo, com tão pouco risco”, tinha escrito numa primeira publicação na Truth Social durante a manhã desta sexta-feira.

Porém, ainda antes do dia acabar, Trump desvalorizou a necessidade de os EUA entrarem em ação para desbloquear a passagem. “O estreito de Ormuz tem de ser guardado e policiado, tal como é necessário, pelas outras nações que o utilizam — Os Estados Unidos não utilizam! Se nos for pedido, vamos ajudar estes países nos seus esforços de Ormuz, mas não deve ser necessário quando a ameaça do Irão for erradicada”, pode ler-se na segunda publicação.

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