Acompanhe o nosso liveblog sobre as tensões internacionais
De um lado o próprio Donald Trump a dar conta do abatimento de sete pequenas embarcações, do outro o Irão a negar que quaisquer lanchas rápidas tenham sido atingidas. “O Irão fez alguns ataques a nações não relacionadas no que respeita à movimentação de navios, o PROJETO LIBERDADE, incluindo um navio cargueiro sul-coreano”, escreveu o Presidente dos EUA na Truth Social esta segunda-feira.
Trump afirmou também que “talvez esteja na hora da Coreia do Sul se juntar à missão”, uma vez que uma embarcação com bandeira do país foi atingida e anunciou que Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, e Dan Caine, chefe do Estado-maior Conjunto, vão realizar uma conferência de imprensa na manhã desta terça-feira para revelar mais detalhes sobre o curso das operações no estreito de Ormuz.
Pouco depois, foram conhecidas declarações do líder norte-americano à Fox News, em que ameaça “varrer” o Irão da “face da Terra” se o país atacar navios americanos que guiam embarcações pelo estreito de Ormuz.
???? BREAKING: Trump, speaking with Fox News' @TreyYingst, threatens that Iran will be 'blown off the face of the earth' if the Islamic republic attacks US ships guiding vessels through Strait of Hormuz pic.twitter.com/cVq0jXqTh6
— Fox News (@FoxNews) May 4, 2026
Já Teerão nega que a alegação dos EUA de que vários barcos iranianos foram afundados esta segunda-feira e afirma que o Irão não tem planos para atacar os Emirados Árabes Unidos, noticiou a IRIB, a emissora estatal iraniana, mesmo com os muitos relato de ataques a estruturas petrolíferas que levaram até nos Emirado Árabe Unido tenha voltado a ser decretado que os alunos tenham aulas a partir de casa pelo menos até à próxima sexta-feira, dia 8 de maio.
Entre os relatos, o de um drone iraniano que provocou um incêndio numa instalação petrolífera na cidade de Fujairah, no leste dos Emirados Árabes Unidos, deixando três cidadãos indianos feridos, avançou a Associated Press. Fujairah é o terminal de um oleoduto que os Emirados Árabes Unidos utilizaram para evitar o transporte de parte do seu petróleo através do Estreito de Ormuz.
Antes, a Guarda Revolucionária do Irão já tinha negado esta segunda-feira que qualquer navio mercante tenha transitado pelo estreito de Ormuz nas últimas horas, contrariando informações do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Em comunicado divulgado através do canal oficial na aplicação Telegram, o exército ideológico da República Islâmica classificou como “infundadas e completamente falsas” as alegações norte-americanas sobre a travessia de navios comerciais naquela rota estratégica.
A reação surgiu após o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) ter anunciado que dois navios mercantes com bandeira norte-americana tinham transitado “com sucesso” pelo estreito, com apoio de meios militares no âmbito da operação “Projeto Liberdade”.
Segundo Washington, a operação “Projeto Liberdade” visa garantir a passagem segura de embarcações comerciais afetadas pelo bloqueio imposto pelo Irão, numa via por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
O CENTCOM informou que a iniciativa envolve contratorpedeiros, mais de 100 aeronaves, drones e cerca de 15 mil militares, embora sem detalhar as condições específicas da travessia anunciada. A Guarda Revolucionária rejeitou esta versão, insistindo que não ocorreu qualquer trânsito recente de navios comerciais no estreito.
Comissão Europeia considera ataques do Irão aos EAU como uma “violação manifesta” de soberania
Os ataques realizados esta segunda-feira pelo Irão aos Emirados Árabes Unidos constituem “uma violação manifesta da soberania e do direito internacional”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Este Estado do Golfo Pérsico anunciou ter sido visado hoje por um ataque de drones iranianos intercetado mísseis de cruzeiro, deplorando os primiros ataques do Irão em mais de um mês na guerra do Médio Oriente.
Para Von der Leyen, estes ataques são “inaceitáveis”. A Europa, acrescentou, nas redes sociais, vai continuar a trabalhar com os seus parceiros na região “para a redução do conflito e uma solução diplomática para acabar com as ações brutais do regime iraniano”.
As posições de Von der Leyen têm sido criticadas, nomeadamente pelo antigo chefe da diplomacia Europeia, Josep Borrell, que a acusa de, neste tema, privilegiar os EUA e Israel em detrimento do direito internacional.