Tudo começou com um sorriso. Bruno Lopes, morador do bairro do Alto da Cova da Moura, caminhava em direção ao Café do Tio quando um agente da PSP se aproximou. Julgava que Bruno se estava a estava a rir dele e dos seus colegas e abordou-o: “Estás a rir de quê? Estás-te a rir? Encosta-te aí à parede”. O jovem quase não teve tempo para seguir a ordem. Segundos depois, o polícia “desferiu-lhe, pelo menos, uma pancada na cara com tal violência” que levou a que Bruno “tivesse caído de joelhos e começado a sangrar da boca e do nariz”, lê-se na decisão do Tribunal de Sintra, conhecida esta segunda-feira e à qual o Observador teve acesso.

Segundos depois, toda a Rua do Moinho era uma confusão. Os moradores do bairro “começaram a gritar para os agentes para que parassem de bater” no jovem. Em tribunal, porém, ninguém conseguiu dizer ao certo que agente era aquele. Sabe-se apenas que era um dos sete polícias da 5ª. equipa da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial de Alfragide, que se encontrava a realizar uma ação de patrulhamento naquela rua, naquele dia.

Os incidentes aconteceram na sequência de uma ação de patrulhamento no bairro da Cova da Moura

Gonçalo Villaverde / Global Imagens

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