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António Costa está em risco de perder vários membros do Governo por empresas de familiares de governantes terem feito contratos com o Estado, mas a lei pode provocar uma baixa na oposição: de um vice-presidente da bancada do PSD. A empresa dos irmãos de António Leitão Amaro, a Arbogest, fez vários contratos públicos ao mesmo tempo em que este era secretário de Estado e, já na atual legislatura, deputado na Assembleia da República. A atual lei das incompatibilidades — que muda na próxima legislatura — é clara neste caso: prevê a perda de mandato.

A Arbogest é uma empresa de “recolha, transporte e comercialização de resíduos florestais” e tem registados no portal Base.gov.pt 18 contratos com um valor total de 5,8 milhões de euros. Há quatro deles, no valor de 1,1 milhões de euros, que foram adjudicados durante o atual mandato do deputado. Quanto à ligação familiar: há três irmãos de António Leitão Amaro que detêm, em conjunto, 50% da empresa e todos eles têm participações superiores a 10%: Vera Leitão Amaro (14%), Miguel Leitão Amaro (18%) e Inês Leitão Amaro (18%).

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