Nasceu há 78 anos na Rua das Janelas Verdes, mesmo em frente ao Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e trabalha no Parque Mayer desde há 54 anos. É o último dos empresários portugueses da revista à portuguesa, género teatral que foi imagem de marca do Parque Mayer durante quase todo o século XX. Ainda explora o velhinho Teatro Maria Vitória e por estes dias tem em cartaz “ParqueMania”, com Paulo Vasco e Miguel Dias, e direção de Flávio Gil.

Testemunha de um Parque Mayer há muito desaparecido – e já bem diferente daquele dos anos 30, agora retratado no novo filme de António-Pedro Vasconcelos –, Hélder Freire Costa foi patrão e amigo de autores, encenadores e atores que marcaram gerações na chamada Broadway portuguesa, espaço familiar e de boémia inaugurado em 1922 junto à Avenida da Liberdade.

Esta semana, sentou-se com o Observador para desfiar memórias, junto ao palco do Maria Vitória e de uma enorme fotografia de Ivone Silva (1936-1987), talvez a maior estrela de sempre da revista. Diz que já viveu muitas crises como empresário, mas nenhuma tão forte como a de 2011, quando o país esteve sob assistência financeira externa. Recorda com ironia os tempos da censura prévia. E afirma que a comédia pode tudo, só não pode ofender.

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