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Vai ser preciso acelerar para ver todas as grandes séries dos últimos meses antes que os Emmys sejam entregues a 20 de setembro. Por outro lado, acabam-se as desculpas de não saber o que ver ou o scroll infinito que se prolonga pelos catálogos das plataformas de streaming até se selecionar um conteúdo.

O Observador reuniu as categorias de Melhor Série Dramática, Melhor Série de Comédia e Melhor Minissérie e diz-lhe exatamente onde pode assistir a cada uma delas. Algumas, como “Mare of Easttown” e “Ted Lasso” foram incessantemente elogiadas desde que chegaram aos ecrãs. Outras, como “PEN15” e “I May Destroy You”, têm feito uma caminhada mais envergonhada mas igualmente relevante.

Recorde as nomeações e escolha as que vai querer ver durante estas férias.

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA

“The Boys”

Amazon Prime Video

A temática dos super-heróis não se esgota. Porém, aqui as personagens principais são vigilantes cuja missão é derrotar supostos justiceiros com poderes especiais que, vai-se a ver, são corruptos que abusam das capacidades extraordinárias que têm.

“The Boys” — que se baseia numa banda desenhada da DC Comics com o mesmo nome — tem duas temporadas (cada uma com oito episódios) e a terceira está prevista para este ano. A série tem recebido inúmeros elogios, sobretudo pelo guião, pelo humor e pelos desempenhos de Antony Starr (“American Gothic”) e de Karl Urban (“Star Trek”).

“The Crown”

Netflix

As gravações da quinta temporada já começaram, mas só será possível ver a nova rainha Isabel II — Imelda Staunton, que interpreta uma versão mais velha e sucede a Olivia Colman e Claire Foy — em 2022.

Entretanto, há para ver quatro temporadas inteiras, onde já muito se contou sobre a família real britânica, desde a história de amor entre a rainha e o príncipe Filipe, que nunca teve direito ao título de rei e caminhava sempre um passo atrás da mulher, até à infelicidade de Carlos e Diana, um casal condenado ao fracasso logo à partida. Pelo meio há questões políticas e económicas e momentos da História recriados ao pormenor, fazendo de “The Crown” a produção mais cara de sempre da Netflix. Cada episódio custa cerca de 11 milhões de euros a produzir.

“The Handmaid’s Tale”

NOS Play

https://www.youtube.com/watch?v=rg_160Be71g

A saga de June (Elisabeth Moss) para tentar fugir de Gilead (o estado totalitário que ocupa o que eram antes os EUA) começou em 2017 e tem feito de “The Handmaid’s Tale” um dos dramas mais consistentes dos últimos anos.

A história baseia-se no livro homónimo de Margaret Atwood, publicado em 1995, e apresenta uma realidade distópica, onde as poucas mulheres que não ficaram inférteis são obrigadas a ser servas e ter filhos dos patrões.

A quarta temporada chegou a Portugal em abril deste ano e há dez episódios para ver.

“Lovecraft Country”

HBO

Criada por Jordan Peele e produzida por J.J. Abrams. E talvez estes nomes bastem para mostrar que vale a pena ver “Lovecraft Country”, mas podemos dizer também que o ritmo é muitas vezes frenético e os acontecimentos inesperados.

Tudo começa com um afro-americano que viaja pelos EUA na década de 50 à procura do pai desaparecido. Parece um universo ao estilo de “Green Book”, com um país mergulhado na segregação, mas de repetente tudo se transforma em ficção científica. A primeira temporada está dividida em dez episódios.

“The Mandalorian”

Disney+

A jornada de um caçador de recompensas solitário foi o ponto de partida suficiente para criar mais uma história no universo “Star Wars”. A ação situa-se depois dos acontecimentos de “Star Wars: Episódio VI — O Regresso de Jedi”, filme de 1986.

A série foi criada por Jon Favreau, Pedro Pascal é o protagonista e o bebé Yoda é a criatura mais fofa da Galáxia. Estão 16 episódios (duas temporadas) disponíveis na Disney+ e há mais previstos para 2022.

“Pose”

HBO

Amantes de musicais são chamados à receção. Não é uma produção da HBO (é FX), mas é essa a casa de “Pose” em Portugal. Na plataforma de streaming estão as três temporadas desta história que começa em Nova Iorque nos anos 80 e vai evoluindo para as décadas seguintes.

No meio de dança e música, a comunidade afro-americana e a latina misturam-se com o movimento LGBTQ e a cultura drag. Ryan Murphy (responsável por “Glee” e “American Crime Story”) é o criador da série que recebeu inúmeras críticas positivas desde o início até à terceira e última temporada.

“This Is Us”

Fox Life

Quando os primeiros trailers apareceram, no início de 2016, parecia mais um drama lamechas e banal que ia durar uma ou duas temporadas. Mas “This Is Us” começou e deu aos espectadores twist atrás de twist, cada um mais incrível do que o outro, sustentados por uma escrita sem falhas e um elenco que se encaixa na perfeição.

Já houve cinco temporadas de lágrimas, a voz arrebatadora de Mandy Moore (Rebecca), o talento escondido de Justin Hartley (Kevin) e um homem demasiado perfeito para ser verdade. Jack Pearson (interpretado por Milo Ventimiglia) dá o mote a esta família cheia de dramas, superações e momentos de desespero ou pura felicidade com os quais toda a gente se identifica. A sexta temporada será a última e ninguém está preparado para isso.

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA

“Black-ish”

Fox Comedy e Disney+

Um casal afro-americano tenta encontrar o equilíbrio para passar os valores certos aos filhos, que vivem num bairro de classe média alta, rodeados por miúdos brancos — uma realidade bem diferente daquela que os pais viveram. O tom é ditado por Anthony Anderson e Tracee Ellis Ross, que ocupam os papéis principais.

Em Portugal, as temporadas têm sido transmitidas pela Fox Comedy e, enquanto não chega a oitava e última, também é possível ver “Black-ish” em modo maratona na Disney+.

“Cobra Kai”

Netflix

Uma competição mudou-lhes a vida e, décadas mais tarde, a rivalidade entre Johnny e Daniel mantém-se igual. Esta é a sequela dos filmes de “Karate Kid” (ou “Momento da Verdade”, a tradução portuguesa).

As artes marciais recebem um toque de humor nesta série que é parte drama, parte comédia. Há três temporadas (com dez episódios cada) na plataforma de streaming.

“Emily in Paris”

Netflix

É uma espécie de “O Sexo e a Cidade” (o criador é o mesmo, Darren Star) para o público jovem adulto, mas por vezes (demasiadas vezes) parece apenas um desfile de roupas e acessórios — e namorados para a protagonista, que não consegue ter o carisma de Carrie Bradshaw.

Emily (Lily Collins) é uma norte-americana que se muda para Paris, França, decidida a brilhar num novo emprego e a encontrar o amor. Seguem-se uma data de clichés sobre franceses, croissants e omeletes.

Ainda assim, a primeira temporada foi um sucesso e as gravações dos novos episódios de “Emily in Paris” arrancaram em maio.

“Hacks”

HBO Max

É uma produção da HBO Max, mas ainda não está no catálogo da HBO Portugal. A história gira em torno da ligação improvável entre duas mulheres: uma veterana de stand-up, Deborah Vance (Jean Smart, que recentemente foi a mãe da personagem de Kate Winslet em “Mare of Easttown”) e Ava Daniels (Hannah Einbinder), uma novata com quem ninguém quer trabalhar depois de um tweet infeliz. A primeira vê o seu espetáculo de Las Vegas entrar em declínio, a segunda tem a missão de renová-lo.

A primeira temporada de “Hacks” tem dez episódios e a renovação da série já foi confirmada.

“The Flight Attendant”

HBO

https://www.youtube.com/watch?v=OP_WC5oOCe8

Uma assistente de bordo acorda num quarto de hotel ao lado de um morto e não consegue recordar o que aconteceu. Será que é ela a assassina?

Kaley Cuoco é Cassie Bowden, a protagonista. “The Flight Attendant” ainda só tem uma temporada mas o regresso está previsto para a primavera de 2022. Até lá, há oito episódios disponíveis.

“O Método Kominsky”

Netflix

Quem disse que depois dos 70 anos já não há papéis incríveis? “O Método Kominsky” é a prova disso mesmo e coloca Michael Douglas no centro de uma história sobre um ator de Hollywood que teve de se reinventar como professor de representação. Pelo caminho aparece o melhor amigo (Alan Arkin) e os dois guiam-nos através do inevitável processo de envelhecimento.

As temporadas são curtas (as duas primeiras têm oito episódios e a terceira apenas seis) e os episódios também (não chegam aos 30 minutos), mas esta é a série incontornável desta categoria.

“PEN15”

TVCine Emotion

A adolescência não é fácil para ninguém mas vale a pena revisitar essa fase com Maya Eskine (na história é Maya Ishii-Peters) e Anna Konkie (que é Anna Kone). Ambas têm mais de 30 anos e interpretam versões delas próprias aos 13 anos, rodeadas por personagens que têm efetivamente essa idade.

A explicação pode parecer não fazer muito sentido mas “PEN15” funciona. Em Portugal a série tem sido transmitida pelos canais TVCine. A segunda metade da segunda temporada, dividida em sete partes, está prevista para o final de agosto.

“Ted Lasso”

Apple TV+

No início deste ano já conquistou 12 prémios, entre os quais o Globo de Ouro e o SAG (Screen Actors Guild) de Melhor Ator para Jason Sudeikis, e é a série de comédia que mais se destaca nos últimos anos.

Esta é a história de um treinador de futebol americano, Ted Lasso (Sudeikis), contratado para treinar uma equipa de futebol em Inglaterra, na Premier League, apesar de não ter qualquer experiência no desporto. Este é o pontapé de partida para uma comédia cujo sucesso já garantiu a confirmação de uma terceira temporada.

MELHOR MINISSÉRIE

“I May Destroy You”

HBO

Arabella é uma millennial conhecida nas redes sociais e está a tentar escrever um livro. Só que esta não é a história de uma típica influencer. Através desta mulher, que é vítima de agressão sexual numa discoteca, levantam-se questões sobre consentimento, limites e o que é ou não violação. “I May Destroy You” não precisa de ter cenas explícitas para mexer com o espectador e lhe deixar o estômago às voltas. É certeira e eficaz na mensagem que quer passar.

Michaela Coel é a responsável por tudo. É a criadora da série, guionista e realizadora. Como se não fosse suficiente, é também Arabella, a protagonista. Há 12 episódios com cerca de meia hora.

“Mare of Easttown”

HBO

https://www.youtube.com/watch?v=bm7RmpzCeyk

Ainda vivemos pouco mais de metade de 2021, mas “Mare of Easttown” pode já instalar-se confortavelmente num dos lugares do pódio das melhores minisséries deste ano.

Crime e suspense que fazem lembrar “True Detective” e Kate Winslet que é a alma desta história. Ela é Mare, uma detetive de uma cidade pequena que tem entre mãos o homicídio de uma adolescente e o desaparecimento de outra. A sua vida pessoal não está mais fácil: o filho suicidou-se, está prestes a perder a guarda do neto, vive com a mãe e é constantemente confrontada com o facto de o ex-marido ter refeito a sua vida. Ela é alguém que sobrevive. Desleixada e rude, parece um fantasma.

Se só tiver tempo para ver uma, a escolha é óbvia. Os sete episódios de “Mare of Easttown” são obrigatórios.

“Gambito de Dama”

Netflix

https://www.youtube.com/watch?v=CDrieqwSdgI

Uma órfã transforma-se em prodígio do xadrez. É tudo o que precisa de saber para ficar fascinado com a história de Beth Harmon (Anya Taylor-Joy). Em apenas um mês, “Gambito de Dama” transformou-se na minissérie da Netflix mais vista de sempre na plataforma. A narrativa baseia-se num livro de 1983, escrito por Walter Tevis, e a adaptação televisiva tem sete capítulos.

“The Underground Railroad”

Amazon Prime Video

Estamos no Sul dos EUA e Cora (Thuso Mbedu) é a nossa guia. Esta é a história (baseada no livro homónimo de Colson Whitehead) de um grupo de pessoas que tenta escapar à escravidão. O tema é pesado e penoso mas tratado da forma certa para nos agarrar ao ecrã durante dez episódios.

“WandaVision”

Disney+

Wanda (Elizabeth Olsen) e Vision (Paul Bettany), dois seres com super-poderes que tentam passar despercebidos num subúrbio norte-americano. Estamos no universo dos Vingadores mas “WandaVision” é mais do que uma típica história de super-heróis. É uma viagem por várias décadas e pelas memórias televisivas que lhes correspondem. Na Disney+ estão disponíveis os nove episódios.