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Quase três anos depois de fechada a operação — em outubro de 2017 —, ao fim de muitas dezenas de horas de audições com os protagonistas do negócio — só o comprador não foi chamado — e depois de três injeções de quase três mil milhões que deixaram apenas 900 milhões na almofada para tapar as perdas da instituição, os deputados pedem acesso ao contrato de venda do Novo Banco.

O pedido, que partiu do Bloco de Esquerda e que foi aprovado por todos na comissão de Orçamento e Finanças, vai seguir para o Fundo de Resolução, Banco de Portugal e Ministério das Finanças. E depois de Mário Centeno ter dado respostas sobre a mais recente transferência de 850 milhões de euros, vão ser chamados o presidente executivo do banco, António Ramalho, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Desta vez serão questionados também sobre os prémios de gestão atribuídos no Novo Banco.

Por detrás desta exigência em relação a uma operação passada, mas cujas consequências financeiras se repetem anualmente, estão episódios recentes, que têm como cenário as dificuldades para as contas públicas geradas pela pandemia  de Covid-19. A polémica em torno do último financiamento do Estado ao Novo Banco, via Fundo de Resolução, e as contradições, dentro do próprio Governo, sobre os compromissos contratuais, relançaram dúvidas sobre a efetiva responsabilidade financeira do Estado no Novo Banco e a eventual margem jurídica (e política) para não cumprir cegamente tudo o que está contratado.

Que mistérios estão por revelar e que dúvidas ainda falta esclarecer?

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