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Consulte esta lista completa para que não lhe falte nada das sugestões tradicionais da Páscoa.

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Páscoa. Um guia completo para encher a mesa (e a barriga) sem ter de pôr um pé na rua

Cabrito, folar, vinho, ingredientes, receitas... Tudo o que precisa para celebrar esta atípica época pascal está reunido nestas linhas. Tome nota do que mais lhe interessa e ponha as mãos na massa.

É só mais uma limitação a juntar a tantas outras que por estes tempos todos temos de cumprir e compreender — este ano a Páscoa faz-se sem sair de casa, sem ir “à terra”, sem reunir a família. Os tempos de quarentena e o estado de emergência impedem a reunião típica desta altura do ano mas isso não quer necessariamente dizer que não pode tentar celebrar a quadra sem se colocar a si e aos outros em risco.

Se há coisa que tem crescido nos últimos tempos é a quantidade de serviços que se propõem a satisfazer as nossas necessidades sem que para isso seja necessário sair de casa. Nunca como hoje, muito provavelmente, existiram tantas plataformas de entregas ao domicílio e isso é a chave que o permitirá celebrar a Páscoa, este ano, de forma diferente. Em baixo vai encontrar uma série de sugestões que o permitirão ter um almoço pascal quase idêntico ao que teria normalmente. Trocando as idas à rua por uns quantos “cliques” ou chamadas conseguirá, pelo menos, ter uma mesa de Páscoa recheada e completa. Siga estas indicações e aproveite.

Antes de tudo, as receitas

Se costuma ser o anfitrião habitual dos almoços de Páscoa é provável que já saiba de cor e salteado as combinações de ingredientes certas. Se por acaso não for desses (ou se simplesmente quer experimentar algo de novo), pode seguir as duas receitas que encontrará aqui em baixo: uma do chef Henrique Sá Pessoa, que o ensina a fazer um belo e tradicional cabrito assado (tal e qual já mostrou como se faz no seu programa “ComTradição”); outra do chef Vítor Sobral, que o vai ensinar a fazer um clássico folar doce da Páscoa; e ainda mais uma, do jovem chef pasteleiro Fábio Quiraz (do restaurante portuense O Paparico), de outro folar, também, mas este salgado. Ora vamos a isso.

A receita de cabrito do chef Henrique Sá Pessoa. CRÉDITO 24KITCHEN

CRÉDITO 24KITCHEN

– Cabrito assado no forno com esmagada de batata (para duas pessoas) 

Ingredientes:

  • 500 gramas de batatas pequenas para assar;
  • Uma perna e uma pá de cabrito;
  • Quatro dentes de alho;
  • 400g de cebola;
  • Uma colher de chá de colorau;
  • Duas folhas de louro;
  • Sal e pimenta q.b.;
  • 2.5 dl de vinho branco;
  • 50g de banha;
  • 150g de massa de pimentão;
  • Tomilho e alecrim q.b.

Descrição

Para a marinada:

  1. Colocar o pimentão numa taça e num almofariz esmagar a 2 c.chá pimenta preta e 2 dentes de alho. Esmagar até formar uma pasta. Colocar ainda sal, alecrim, tomilho, vinho branco. Misturar muito bem, no caso de estar liquido juntar mais pimentão doce. Finalizar com 1 fio de azeite;
  2. Colocar as partes do cabrito num recipiente, juntamente com o líquido;
  3. Deixar marinar durante 24h. Virar a carne de 6 em 6 horas.

Confeção:

  1. Pré-aquecer o forno a 180ºC;
  2. Aquecer uma frigideira, com banha e azeite, e colocar as partes no cabrito a selar até caramelizar;
  3. De seguida colocar as mesmas num tabuleiro de ir ao forno, juntamente com o liquido da marinada, coberto com folha de alumínio, até aos últimos 30 minutos. Deixar no forno pelo menos 2 horas ou até a carne se começar a soltar do osso;
  4. Cortar a batata em gomos e esmagar dois dentes de alho. Colocar tudo num tabuleiro, juntamente com alecrim, azeite, sal e colorau. Colocar no forno quando faltar 1 hora para terminar o cabrito;
  5. Ao molho juntar um pouco da marinada e um pouco de água, e colocar num pequeno tacho;
  6. Esmagar a batata com um esmagador, e temperar com alecrim picado e o molho da carne, pimenta e envolver tudo muito bem;
  7. Desfiar o cabrito, e servir sobre a cama de esmagada de batata.

– Folar doce da Páscoa

Ingredientes

  • 600gr de farinha de trigo;
  • 175gr de açúcar amarelo;
  • 50gr de banha de porco;
  • 50gr de manteiga;
  • 100gr de massa de pão;
  • 2gr de fermento de padeiro;
  • 90ml de leite;
  • 1 ovo;
  • 100ml de água;
  • 1 colher de chá de canela em pó;
  • 1 colher de chá de erva doce em pó;
  • 1 colher de café de sal;
  • 1 ovo cozido para guarnecer.

Descrição

  1. Amornar a água com o leite e derreter a manteiga e a banha, juntar os restantes ingredientes e amassar;

2. Deixe levedar a massa até esta ganhar o dobro do tamanho;

3. Molde o folar de Páscoa de forma tradicional com o ovo cozido;

4. Pincele com a gema do ovo e leve ao forno a 150ºC por aproximadamente 30 min.

 – Folar (salgado)

Ingredientes

  • 1kg de farinha;
  • 9 ovos;
  • 300ml de leite;
  • 150gr de manteiga à temperatura ambiente;
  • 20gr de fermento fresco;
  • 20gr de sal;
  • 200ml azeite.

Descrição

  1. Dissolver o fermento em 50 ml de leite;
  2. Num recipiente colocar a farinha. Fazer um buraco no meio, adicionar os ovos um por um enquanto misturamos;
  3. Juntar o fermento, sal, manteiga, leite e azeite pouco a pouco. Amassar tudo muito bem até a massa ficar homogénea e começar a descolar do recipiente.  (É muito importante a massa estar bem homogénea, se necessário juntar um pouco de farinha para descolar);
  4. Quando a massa estiver pronta deixar levedar tapada com um pano até triplicar o volume;
  5. Após levedar, trabalhar a massa numa mesa com um pouco de farinha e deixar levedar novamente numa forma (preferencialmente de barro) untada com manteiga;
  6. Cozer em forno pré-aquecido, 180° durante 50 minutos.
  7. *Tradicionalmente o folar é feito com carne, nesse caso na ultima levedação antes de levar ao forno juntamos 500gr de carnes cortadas como barriga fumada, salpicão ou linguiça).

A Carne: O incontornável cabrito

Não há grande volta a dar: almoço de Páscoa pede carne de cabrito — por muito que existam variações regionais de carnes alternativas, esta é a mais popular. Porquê? É preciso recuar aos primórdios do cristianismo para encontrar a resposta. Depois de um longo período de reflexão e contenção conhecido como a Quaresma, durante o qual é desaconselhado o consumo de carne até sexta-feira, o Domingo de Páscoa surge como o momento em que os católicos celebram a ressurreição de Cristo e passam a poder comer carne mais regularmente. Sendo o cordeiro/cabrito animal simbolicamente associado ao sacrifício de Jesus, o seu consumo nesta altura foi-se tornando uma referência cultural.

Saltando dos livros de história para o prato (ou forno, como preferirem), em tempos de isolamento torna-se ainda mais complicado descobrir quais são os talhos disponíveis para fazer entregas ao domicílio. É provável que muitos já tenham o seu próprio contacto com o vosso “fornecedor” habitual deste alimento mas para todos os que não têm essa sorte existem soluções simples e rápidas para o abastecer, evitando grandes superfícies comerciais, que por estas alturas continuam com dificuldades a entregar encomendas com rapidez.

Saiba onde pode comprar cabrito de qualidade. D.R.

RICARDO CASTELO/OBSERVADOR

Na zona de Lisboa, por exemplo, os talhos Luís e Edgar são uma boa opção a ter em conta. Por estes dias têm sempre disponível cabrito de Castelo Branco (região da famosa receita de cabrito estonado) que pode ser vendido inteiro ou às metades, sempre a 14,98€ o quilo. Para o receber em casa só tem de ligar para um dos dois estabelecimentos que lhes pertencem —  218 865 795 / 218 480 018 –, deixar o nome, a morada e combinar a data e hora de entrega. A mercearia Comida Independente, a propósito da época pascal, também está a vender peças de borrego, em vários cortes, e tem a disponibilidade de entregar em casa (nota: ver diferenças entre cabrito e borrego mais a baixo).

Já na região do Porto pode contar com o Talho Arentinense, estabelecimento que apesar de se especializar mais no gado bovino, nesta altura da Páscoa também tem cabrito à venda, só por encomenda. Os animais são provenientes de um pequeno produtor da região conhecido da casa e é ele que fornece as peças inteiras ou metades (só vendem neste modelo, sendo que cada cabrito inteiro terá um peso de cinco quilos, aproximadamente). A pandemia tem afetado muitas áreas da nossa vida e a produção de alimentos e animais é uma delas. Perante a incerteza do futuro alguns produtores vão ajustando o seu serviço às encomendas que recebem, daí neste caso não haver um preço 100% fechado. De forma geral, o quilo deverá rondar os 13 ou 14 euros, e as encomendas devem ser feitas por telefone (918 804 661 / 912 111 690). Também na zona do Porto pode contar com o serviço de entrega ao domicílio do Talho Fernandes Tomás (222 000 547), por exemplo, do Talho Barroso (258 722 303), e (para quem mora mais no interior norte), o famoso Talho Qualifer (254 732 156), no Pinhão. A época é de grande procura de carne de cabrito e tanto os stocks como os preços vão flutuando, daí ser sempre aconselhável ligar antes de encomendar para confirmar se está com sorte ou não. 

A solidariedade do mundo da restauração que está a alimentar corpos e almas em Portugal

Já agora, em jeito de explicação, um pequeno apanhado sobre as diferenças entre cordeiro, cabrito, borrego e anho.

Cabrito é a cria da cabra e do bode, é da família dos caprinos. Tem menos teor de gordura que o cordeiro e a sua carne é mais firme e o sabor mais suave;
Cordeiro é a cria da ovelha e do carneiro, é da família dos ovinos. Tem um corpo mais robusto e cabeça arredondada, com orelhas menores e não pendentes, como as do cabrito;
Borrego é um cordeiro com menos de um ano;
Anho é um sinónimo de cordeiro.

Os frescos: Legumes que lhe batem à porta

Numa altura de crise como esta é fácil deixar esquecer algumas franjas da sociedade, principalmente aquelas que já de início não se cruzavam connosco com muita frequência. Os agricultores encaixam neste registo, por exemplo, por isso não há como não lhes tirar o chapéu e agradecer o esforço que têm feito (há já muito tempo, na verdade), para garantir que não falta nada nas nossas mesas de casa.

Exemplo dos cabazes da Bio em Casa. D.R.

Uma refeição pascal necessita de frescos e para satisfazer essa necessidade já existem uma série de serviços que lhe levam tudo a casa e que, mais importante ainda, trabalham em proximidade com agricultores de forma a conseguir ajudar a escoar os seus belíssimos produtos. Começando pelo norte do país tem os serviços da Bio em Casa, pequenos produtores de fruta e legumes biológicos que fazem entregas nas zonas do Porto, Aveiro, Braga, Valongo , Barrosela e Vila do Conde. Os seus cabazes, que têm vários tamanhos e especificidades, têm preços que rondam entre os 9,99€ e os 39,99€ — apesar de também ter opção de compra a granel. Ainda nesta parte do país encontra os serviços da H2Douro, que faz entregas em toda a zona norte e também se foca num tipo de cultivo consciente e sustentável.

Viajando mais para sul, até à zona da Grande Lisboa e arredores, encontra os serviços do Hortelão do Oeste, por exemplo, que há muito já faz entregas ao domicílio em regiões como Torres Vedras, Lisboa e Cascais. As encomendas são feitas por e-mail com base numa listagem de frescos — e respetivos preços — que o produtor expõe na sua página de Instagram com regularidade (consulte aqui). A par deste serviço tem ainda o da Horta do Amigo, um projeto desenvolvido pela MicroGreens, produtor biológico que faz entregas ao domicílio em 24 horas nos distritos de Lisboa, Porto, Santarém e Setúbal. Também na região de Lisboa encontra os cabazes da Maria Biológica, que variam todas as semanas o preço base ronda os 20€. O restaurante Pigmeu, na zona de Campo de Ourique, em Lisboa, também tem preparado um serviço especial em que não só entrega refeições ao domicilio como também faz cabazes com ingredientes dos seus fornecedores, uma boa hipótese de deitar a mão a produtos com “qualidade de restaurante”.

O pão: Uma mesa pode ser chamada de mesa sem ele?

Caso ainda não tenha aderido à #pãodemia e já seja praticamente auto sustentável ao nível da panificação, dá sempre jeito saber que muitas padarias de qualidade estão a fazer entregas ao domicílio mediante encomenda. No norte pode contar com o trabalho da  Trindade Pão Artesanal, por exemplo, cujo trabalho pode ir acompanhando na página de Instagram desta padaria, mas tem também a Leveda Bakery, panificadora artesanal, de fermentação lenta, que entrega ao domicílio com toda a segurança — nesta altura festiva até tem um produto especial, uma Coroa de Páscoa Leveda que pode levar recheios diferentes.

Alguns pães de fermentação lenta a sair dos fornos da padaria Gleba. D.R.

D.R.

Na zona de Lisboa vai encontrar os nomes uma serie de nomes que já se tornaram famosos, ora veja-se: A Gleba começou a trabalhar com o sistema de distribuição da Glovo e dispõe de uma oferta generosa com pães inteiros, metades e de forma; a Isco também começou a fazer entregas ao domicilio — na zona de Lisboa, até Oeiras e Paço d’Arcos — dos seus pães e bolos, juntando também à mistura o queijo e fiambre que também utilizam.  Também a Padaria da Esquina, do chef Vítor Sobral e do mestre padeiro Mário Rolando também fazem entregas na zona de Lisboa, dispondo de vários tipos de pão, claro, mas também doçaria e bolos (consulte a página de Instagram para saber pormenores sobre as encomendas e preços)

O vinho: Porque também faz bem ao espírito

Uma das melhores partes das refeições de festa são também os vinhos que as acompanham e por isso mesmo não seria possível fazer uma listagem destas sem falar do assunto. O Observador falou com sommeliers — Mário Marques, do antigo Ceia e do recém-criado Who’s Wine; e Patrícia Pombo, do coletivo We Are ONA — e pediu para que cada um desse a sua opinião sobre que vinhos poderiam combinar melhor com a receita de cabrito que pode encontrar mais a cima.

Mário Marques começa por referir que “de certa maneira todos ligamos o cabrito e a Páscoa a um vinho tinto marcante, com tanino e barrica”, uma “abordagem válida, em especial se procuramos a merecida sesta pascal pós-almoço”. Nesse campeonato sugere o bairradino Casa de Saima Reserva 2016, um blend de Baga e Touriga Nacional que pode encontrar à venda na WineConcept, que durante este período está a fazer entregas ao domicilio, por 7,70€. Como alternativa apresenta um vinho verde tinto, o espumante da casta Vinhão, o Aphros Yakkos 2009 (15,50€ n’Os Goliardos); mas também sugere ainda uma “abordagem mais fresca” com o António Madeira Vinhas Velhas 2017 (20,50€ n’Os Goliardos), da zona do Dão; o “calmo” Muxagat Tinta Barroca ( a 8,50€ da Wines 9297) feito com a casta Tinta Barroca e com travo mineral; e ainda o alentejano Baga ao Sol, feito pelo enólogo António Maçanita com 100% casta Baga e que custa 19,94€ na loja online do produtor (metade dos lucros revertem para a Cruz Vermelha).

A Dionísio tem 20 referências vínicas prontas a enviar através da Uber Eats. D.R.

As sugestões de Patrícia Pombo também primam pela versatilidade de interpretações, face ao desafio de encontrar parelhas saborosas para um belo cabrito no forno. Aqui podemos encontrar “brancos que aquecem a alma” para “abraçar o molho do tabuleiro” — como o Colheita Branco 2018, do produtor António Madeira (Dão) a 14,25€ ou o bairradino Frei João 1996, das Caves São João a 15€ — mas também “tintos gulosos e com frescura” que “não nos adormecem durante o percurso pascal entre a cadeira da mesa e a cozinha” — entre eles o Gilda 2016, que é da região de Lisboa, é feito por Tiago Telese custa 11,75€; e o Transdouro Express Baixo Corgo 2018, um duriense de Mateus Nicolau de Almeida com o preço de 11,75€. Todas as suas sugestões podem ser encontradas n’Os Goliardos.

Contudo, se quiser  ficar pela sua conta e escolher os seus próprios vinhos, há outras plataformas (para além das já sugeridas pelos sommeliers) que pode consultar. A Adega Dionísio é um projeto criado pelo Grupo Sea Me há poucos dias e que não é mais nada menos do que uma garrafeira online que funciona através da Uber Eats: abre a aplicação, escolhe de entre as 20 referências (com preços que vão dos 7 euros aos 20) e em cerca de 25 minutos poderá estar a dar uso ao saca-rolhas (serviço só disponível na zona de Lisboa). A Garrafeira Nacional continua a ser um clássico deste tipo de serviços, disponível em todo o país.

Menos confusão, igual (ou melhor) serviço: O comércio local como alternativa em tempos de crise

Os doces: O que é a Páscoa sem uma ou outra guloseima?

Depois de ler este subtítulo seguramente que pensou “Ovos da páscoa?”. Sim, esses mesmo. Não vai precisar de pôr um pé fora de casa e dentro de um supermercado para conseguir deitar a mão a estas guloseimas típicas da quadra e tão populares entre os mais pequenos — elas vêm até si. Não será o coelhinho da Páscoa a trazê-las mas sim a chocolataria Arcádia e a igualmente histórica Regina, por exemplo, que a propósito deste momento que todos vivemos criaram algo a que chamam de Pack Solidário e que está à venda através da plataforma Uber Eats. Em questão está um saco de guloseimas que inclui uma saqueta de amêndoas torradas com 200g, uma outra com amêndoas caramelizadas, uma lata cheia de amêndoas com chocolate e ainda um kit de caça aos ovos para os miúdos — tudo isto por 20€ e disponível no Porto e em Lisboa.Para incentivar os pedidos a plataforma de distribuição dá o código promocional PASCOA2020 para que fique isento de pagar a tarifa de entrega.

As guloseimas da Barü estão disponíveis para entregas. D.R.

Diogo Lopes / Observador

Outra proposta de doces em casa é a recém criada Barü, projeto da chef pasteleira Juliana Penteado que vive em Portugal há uns anos e já passou pela cozinha do 100 Maneiras, do chef Ljubomir Stanisic. Em que é que isto consiste? Numa espécie de pastelaria digital, que funciona muito a partir da conta oficial de Instagram da marca, onde todas as semanas é apresentado um “menu” com quatro sugestões doces feitas quase sempre com algum óleo essencial, para ajudar no relaxamento e equilíbrio do dia a dia. Tudo, claro, é feito do zero e, depois de já ter sido apresentado um mix com croissants e manteigas (de pimenta preta e bergamota), bolachas de lavanda, brownies com ganache de chocolate um cheesecake de chocolate belga, nutella e flor de sal, esta Barü apresenta um menu de Páscoa que inclui: bolachas de bolo de cenoura (7 unidades 4,10€), tarte de chocolate cremoso (4,90€ a unidade individual), pain au chocolat (embalagens de três unidades a 5,95€ e de cinco a 9,90€) e um “ovo da Páscoa” com mousse de baunilha com ovos moles e chocolate caramelizado (5,90€ porção individual).

Para quem não se quer chatear com cozinhados

Como há sempre quem não tenha muito jeito ou interesse para andar de volta dos tachos, não podia faltar uma referência a refeições pascais totalmente prontas, disponíveis para lhe chegar às mãos e serem devoradas num instante. Começando por Lisboa: o restaurante Faz Figura já dispõe de um serviço de entregas ao domicilio mas para esta quadra tem dois pratos especiais preparados, o cabrito assado à padeiro (25€/dose) e o bacalhau no forno com puré de grão (23,75€/dose).

O Prado Mercearia, em Lisboa, também tem uma oferta especial para esta quadra, os cabazes de Páscoa para duas ou quatro pessoas. O primeiro inclui ingredientes suficientes para se preparar duas refeições completas (vinho incluído), uma de carne e outra de peixe, de acordo com três receitas que também vêm incluídas no pacote. O outro cabaz é igual com um ajuste nas proporções — dá para alimentar quatro pessoas e não apenas duas. O cabaz mais pequeno custa 110€ e o maior 180€.

Exemplo daquilo que pode encontrar nos cabazes pascais da Prado Mercearia. D.R.

A também lisboeta Casa da Comida tem para entrega nas zonas de Lisboa, Amadora, Sintra, Cascais e Estoril um cabaz criado especialmente para a época que inclui um litro de sopa de peixe, uma bôla de carne e enchidos, duas caixas de polvo à lagareiro com batatinha e ervilha torta (para quatro pessoas), duas caixas de bacalhau assado, migas de bróculos e guisadinho de cenoura (quatro pessoas), duas caixas de borrego assado à portuguesa (quatro pessoas), folar à Casa da Comida e ainda uma sobremesa surpresa (tudo isto com um custo de 180 euros e tem como oferta uma garrafa de vinho e um refrigerante). As encomendas feitas até sexta-feira, dia 10, têm um desconto de 10 euros. O Talho da Esquina tem também cabrito assado à moda antiga, com batata nova, alecrim e ervilhas salteadas  com amêndoas (24€).

Comer fora, cá dentro: 86 restaurantes com entregas ao domicílio ou take-away em todo o país

Na zona do Porto encontra o menu do bbGourmet que inclui o cabrito assado, vitela assada, bola de carne, lombo de bacalhau e sobremesas como pão de ló cremoso e castanhas de ovos. As encomendas são feitas online e as entregas acontecem das 11h às 23h, sendo que o valor mínimo da encomenda orça os 10 euros (mais o preço da entrega). A Supper Stars, uma comunidade de chefes de cozinha de norte a sul de Portugal, propõe entregar refeições feitas à medida das necessidades, preferências e restrições alimentares de cada um. Os chefes irão então preparar e entregar ao domicílio pratos da época um carré de borrego com crosta de ervas e puré de batata ou o cabrito assado aromatizado com alecrim, batatinhas assadas e esparregado de espinafres. Existem vários preços por menu: o “Introdução”,a 15€ por pessoa; o “Essência”, a 25€ por pessoa; e o “Assinatura”, a 35€ por pessoa. As entregas fazem-se de norte a sul do país e recomenda-se que as encomendas se façam com 48 horas de antecedência. O pagamento faz-se por transferência bancária ou referência multibanco.

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