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1 Na semana passada, teve lugar um muito animado seminário online de dois dias sobre Isaiah Berlin (1909-1997). Foi promovido pelo Labô (Laboratório de Política, Comportamento e Mídia) da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em colaboração com o IEP-UCP (Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa). Foi uma muito estimulante conversação académica no âmbito da Teoria Política e da História das Ideias Políticas (neste âmbito está também a decorrer com grande adesão pública um outro Seminário conjunto sobre “Seis Revoluções da Era Moderna”). Além disso, creio ter sido também uma estimulante conversação pluralista entre diferentes pontos de vista — em vincado contraste com o ambiente tribal e intolerante que cresce nas nossas democracias.

2 Berlin era em tudo contrário ao tribalismo e ao confronto fundamentalista entre facções rivais com rivais ambições à imposição da sua verdade única e exclusiva. Ficou particularmente célebre a sua palestra de 1958 no All Souls College, Oxford, intitulada “Dois conceitos de liberdade”. (Isaiah Berlin e os “dois conceitos de liberdade ficaram para sempre indissociáveis). Aí distinguiu liberdade negativa de liberdade positiva e sustentou o conceito fundamental de pluralismo — no qual fundou a prioridade da liberdade negativa (ou ausência de coerção intencional por terceiros).

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