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1 Receio ter de confessar um tédio intelectual crescente perante a decrescente qualidade intelectual dos debates políticos que tendem a dominar a nossa actualidade noticiosa. Polidamente, tenho tentado resistir a mencionar a aridez (da ausência) do debate político nacional (para além das acusações mútuas sempre muito zangadas). Mas dificilmente podem ser ignorados os sinais tribalistas que recorrentemente nos chegam de outros países considerados “avançados” — como a América ou a França.

2 No caso da América, tínhamos assistido a uma caricata guerra tribal entre um radicalismo esquerdista “woke” e um radicalismo “trumpista”, alegadamente (e muito duvidosamente) conservador. 

A vitória eleitoral do centrista Joe Biden parecia anunciar a derrota dos tribalismos rivais. Não é seguro, no entanto, que o centrista Presidente Biden esteja a conseguir controlar a (por ele derrotada) ala “woke” do seu partido. E, no campo republicano, os recentes desenvolvimentos não são melhores (para dizer o mínimo).

Na Câmara dos Representantes, a bancada republicana acaba de substituir na sua liderança executiva Liz Cheney — uma severa crítica de Trump e consagrada conservadora na tradição de Ronald Reagan — por uma obediente de Trump, Elise Stefanik, todavia com um registo de votações à esquerda de Liz Cheney.

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