1 Há dois factos claros que ficam das autárquicas de 2021. O primeiro é matematicamente e politicamente factual: o PS ganhou as eleições autárquicas pela terceira vez consecutiva conquistando mais autarquias e mais freguesias do que o PSD. Os socialistas terão perdido um pouco mais de 10 autarquias (à hora a que escrevo os resultados ainda não estão fechados) mas mesmo assim mantém uma confortável vantagem de quase 40 autarquias face ao PSD.

O PSD, por seu lado, perdeu as eleições autárquicas mas Rui Rio sai reforçado em termos de perceção política interna do próprio partido. Isto é, sobe em relação ao resultado de 2017 (mais de 10 presidências de câmara, mais freguesias, mais votos urbanos e nacionais) e conquista autarquias relevantes como Lisboa, Coimbra, Funchal e Portalegre.

É verdade que as empresas de sondagens são uma das derrotadas da noite (com a enorme vantagem que davam ao PS em Lisboa e os empates técnicos em Coimbra e em Almada que não se concretizaram) mas são esses mesmos inquéritos de opinião que ajudaram a criar esse efeito de surpresa e a perceção de um “excelente resultado” do PSD, como Rio fez questão de realçar.

Daí a pergunta óbvia: o resultado das autárquicas, nomeadamente a vitória de Carlos Moedas em Lisboa, pode significar uma mudança de ciclo eleitoral?

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