Um dia Portugal ia deixar de ser excepção, e não falo daquilo que está na moda falar, da “excepção portuguesa à vaga populista”. Falo da excepção portuguesa que mantinha o sistema político arrumadinho e seguindo os padrões clássicos do século XX. Isso acabou, e se é por estes dias que muitos despertam para o fenómeno, quando o veem o Chega a subir nas sondagens, é bom terem consciência que isso não acabou agora, acabou em 2015, com a “geringonça”. O “muro” que António Costa se orgulha de ter derrubado abriu as comportas para uma mudança tectónica no sistema político, de que esta evolução recente é apenas mais uma manifestação.

O derrube do “muro” teve dois efeitos de que agora começamos a ver as consequências.

A “geringonça” está a representar um beijo de morte para o PCP, e o PCP era a principal barreira ao crescimento da revolta inorgânica anti-elites.

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