A meia dúzia de dias das eleições para elegermos o Presidente da República (bem sei, alguns já votaram antecipadamente e outros por correspondência), assumindo desde já uma declaração de interesse – sou do PSD, eleito pelo PSD e Director de Campanha do Distrito de Setúbal de Marques Mendes, logo, estranho seria não votar em LMM, mas importa que compreendam porque apelo neste voto e não noutro candidato. Senão vejamos:
Em primeiro lugar, sem dúvida a importância da Experiência. O cargo de Presidente da República implica uma forte necessidade de que o caso seja ocupado por alguém que conheça as regras democráticas, a Constituição da República, que saiba “ler” o povo e que numa situação de crise, seja alguém que nos transmita precisamente esse conhecimento e não um simples aventureiro, como alguns de outros candidatos.
Veja-se por exemplo a leveza e irresponsabilidade com que Cotim de Figueiredo assumiu votar em André Ventura e o argumento que utilizou: “nos últimos quatro dias pareceu-me mais moderado”. Pergunto, mas vocês querem eleger alguém que, sendo político há muitos anos, se deixa levar por um político que por vezes diz três ou quatro coisas no mesmo dia, conforme as suas conveniências e que numa campanha assume alguma contenção por conveniência? Diria que este político está apresentado.
Em segundo lugar, a Estabilidade. Se analisarmos o percurso político de LMM, vemos um homem estável, coerente, rigoroso e Portugal precisa de um PR assim. Ao invés, o Almirante Gouveia e Melo, um dia almoça com André Ventura para recolher o seu apoio, no dia seguinte pisca o olho ao legado de Sá Carneiro e vem afirmar-se como o candidato de esquerda. Não tem mal os candidatos tentarem alargar o seu espectro eleitoral, mas caramba, se ele diz representar os eleitores do PS, como o disse, que não ande em almocinhos de preparação de campanha do Chega e não manche a memória de Sá carneiro, que nunca pactuaria com este Partido Socialista.
Outros, como Cotrim de Figueiredo, que nem se aguentaram como líderes de um partido, abandonando a liderança sem dar explicações e deixando o partido órfão e agora querendo abandonar o parlamento Europeu, a meio do mandato, defraudando quem nele votou.
Aliás, seria interessante (eu até acrescento, muito interessante), os senhores jornalistas saberem o verdadeiro motivo porque abandonou a liderança do partido de um momento para o outro. Ah pois é… investiguem.
E, por outro lado, quem nos garante que ele não fará o mesmo se por azar deste País o elegermos? Vai dar o seu voto a um candidato assim?
Depois temos o Compromisso e o respeito pelas decisões do Povo. O Presidente da República tem muito mais poderes do que as pessoas pensam. Não é um mero “Rainha de Portugal” como soi dizer-se. Não é uma mera figura decorativa.
Tem, o poder de vetar diplomas, tem um poder de magistério, que vai muito além das suas competências constitucionais e tem, logo à cabeça o poder de indigitar um Primeiro Ministro. Acha pouco? É que com a actual composição dos cenários políticos, dificilmente um partido alcança maioria e com o Chega, PS e PSD de costas voltadas, a experiência, estabilidade e compromisso por parte de um Presidente da República são essenciais e se em André Ventura estamos todos certos de não ver, em Seguro, a sua ligação à esquerda pode comprometer a vontade da maioria que vota à direita (PSD, CDS-PP, Chega e IL) e o que nos garante que o candidato do PS a teria? Para além disso é uma pessoa incapaz de tomar decisões.
Sim, Cotrim de Figueiredo, está no extremo oposto. E se o governo tiver uma base de esquerda, ele garante esse compromisso de respeito pelo eleitorado? Claramente que não.
Já o Almirante, que age segundo os seus interesses e não os do País, podia repetir a façanha de almoçar com o Ventura, tentar um acordo com o PSD, mas se lhe der jeito dizer que está a representar o eleitorado do Partido Socialista e essa indefinição não é boa para Portugal. Já para não falar da sua inexperiência política, protocolar e de compromissos.
Costuma dizer-se que, “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” e o Almirante diz-se apolítico, mas anda com todos os políticos aziados, ressabiados que nada deram a este País -os ressabiados de José Sócrates (só isso já é um aviso), com Rui Rio que apenas se quer vingar do partido que presidiu (mostra o seu carácter) e com muitos autarcas caídos em desgraça na presidência de LMM e que agora querem vingar-se. Estarmos acompanhados por ressabiados, mostra muito de nós.
Isto leva-nos a LMM que garante isto e mais – ISENÇÃO. Já o provou quando foi líder do PSD, afastando muitos autarcas, com prejuízo do partido e dele próprio – daí ter tantos inimigos hoje em dia dentro do partido.
Também o provou nos muitos anos em que comentou na SIC, sempre isento e crítico para o partido (mais uma vez, está a pagar a fatura agora com muita gente do partido ressabiada pela sua isenção e independência).
Mas pensem, essa azia de muitos barões do PSD é o certificado da sua isenção e, sobretudo, apesar dessa isenção, nunca traiu os ideias do partido.
Para mim, Luís Marques Mendes tem as prioridades bem definidas como eu gosto: primeiro o País, depois o partido e só depois o seu interesse pessoal.
Numa altura em que se aproxima lá para o final do ano a votação do Orçamento de Estado, o único que garante alguma estabilidade e privilegiar Portugal e não o partido A ou B é LMM, porque os outros, está mesmo a ver-se estão mortinhos por alinhar nas diabruras do Chega e do PS, naquilo que será o Assalto ao Poder – Parte II.