Escrevo nas vésperas do 45º aniversário do 25 de Abril de 74. Os balanços vão começar. Neste momento, começa a reconhecer-se que a Educação é uma das áreas em que Portugal mais progrediu. Durante anos cultivou-se a opinião contrária. Cheguei a ouvir dizer que “a 4ª classe do meu tempo valia uma licenciatura de agora!” Não valia. Era só uma demonstração de arrogância de pseudocultura…

Felizmente que a participação de Portugal nos estudos internacionais (TIMMS, PIRLS e PISA), a organização de uma estrutura no Ministério da Educação para recolha e tratamento de dados do sistema educativo (agora continuada com o portal InfoEscolas), a criação da Pordata para recolha, tratamento, sistematização e divulgação da informação sobre os vários sectores e finalmente o lançamento, pelo Conselho Nacional de Educação, do “Estado da Educação”, com um olhar independente sobre a evolução do sector educativo, permitiram a identificação dos principais problemas e uma apreciação mais rigorosa da situação. Concluiu-se então que Portugal fez progressos extraordinários – quantitativos e qualitativos – em educação.

Conseguimos, em pouco mais de 40 anos, avanços que outros países levaram séculos a fazer. Costumo dar três exemplos:

(1) O analfabetismo que abrangia, nos anos 70, cerca de 25% da população (e 30% entre as mulheres!) está agora em cerca de 5% – correspondendo à média de outros países da UE;

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