Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Basta sermos mães e pais com filhos ainda a viver em casa, ou avós de netos menores, para corrermos o risco de os ver cada dia mais abatidos, alguns com sinais exteriores de desânimo ou, pior, já com sintomas alarmantes de depressão. Muitos jovens passam atualmente por crises de ansiedade, situações de pânico e momentos em que sentem que ficam como que bloqueados, mas ninguém está preparado para lidar com esta nova realidade. Nem em casa, nem nas escolas, onde não existem estruturas de apoio, nem profissionais suficientes com formação específica para acolher, sinalizar e encaminhar tantos novos casos.

A crise sanitária mundial impôs um distanciamento social que perturbou o equilíbrio interno de todas as gerações, mas está a afetar particularmente os mais novos. A pandemia e respetivas restrições agravaram a saúde mental de quase metade da humanidade e é absolutamente prioritário agir porque há demasiadas crianças e jovens silenciosamente desesperados, a auto mutilarem-se e inclinados a desistir de viver. As tentativas de suicídio infantil e juvenil dispararam e as medidas de proteção são urgentes e imperativas.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.