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Por que razão se permitiu, durante largos anos, que os grandes devedores do BES não cumprissem com as suas obrigações e pagamentos de juros, sem que, entretanto, se executassem as suas dívidas? Não foi por causa da lei – a legislação existente dá enquadramento a actuações mais agressivas de recuperação de créditos e de execução de garantias. Também não foi por falta de boas práticas internacionais que pudessem servir de farol – no Reino Unido e nos EUA, por exemplo, é perfeitamente usual que se implementem acções agressivas de recuperação de créditos, de forma a minimizar prejuízos por incumprimentos. Então, o que foi?

De acordo com Stock da Cunha, ex-presidente do Novo Banco que esta semana foi ouvido em audição parlamentar de inquérito, a explicação possível é que “somos um país de brandos costumes”. Ora, a resposta mais precisa não é exactamente essa. Somos, sim, um país tolerante com o compadrio e que convive demasiado bem com a mediocridade.

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