Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Fermelinda Carvalho, primeiro queria saber que impacto é que isso está a ter na região de Portalegre, se por acaso hoje não houve praça municipal, se estão a ter alguns contratempos nesse sentido.
Não, em Portalegre, cidade e concelho, não temos nenhum movimento cívico de manifestação de agricultores. Estamos em Elvas, junto à fronteira do Caia, na autoestrada, na A6. Foi onde os agricultores se concentraram, aliás, em todo o norte a sul do país, é junto às zonas de fronteira que nós estamos. Mas de resto, em Portalegre, o mercado está tudo a funcionar normalmente. Obviamente, todo o trânsito que vem aqui da zona Sul para Portalegre está condicionado. Quem apanhou esta fase da manifestação, está preso no trânsito, porque a autoestrada está cortada.
Sei que para além de autarca de Portalegre, é também presidente da Associação de Agricultores da zona. Esperava uma adesão tão grande a este protesto?
Esperava, de facto. Porque eu tenho acompanhado, desde há muito tempo, e o descontentamento dos agricultores é enorme e é transversal a todos os setores de atividade. Quem tem animais, culturas, todos, há aqui uma indignação muito grande. De facto, um descontentamento muito grande. Os agricultores têm sido muito desrespeitados ao longo dos últimos anos e, portanto, estão fartos, estão cansados. Só para dizer que aguardamos uma resposta firme e concreta por parte do Governo. Da ministra já não esperamos nada, porque a ministra tem mentido sistematicamente, além de que sabemos que não tem qualquer força, é um ministério quase inexistente, infelizmente. Esperamos uma resposta firme, concreta e objectiva da parte do senhor primeiro-ministro. De outra forma, os agricultores não irão desmobilizar-se.