Venezuela

Militantes do partido no poder na Venezuela vão receber treino militar

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O Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, iniciou a preparação dos militantes "para qualquer tipo de cenário", que inclui treino militar, de defesa e antimotim.

Desde há cinco semanas que se intensificaram, na Venezuela, as marchas a favor e contra o Presidente venezuelano

Cristian Hernández/EPA

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  • Agência Lusa
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O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder, iniciou a preparação dos militantes “para qualquer tipo de cenário”, que inclui treino militar, de defesa e antimotim.

“Para qualquer tipo de cenário vamos integrar 920 batalhões territoriais de milícias, para a defesa”, disse o deputado socialista Pedro Carreño. Em declarações à televisão estatal venezuelana, o parlamentar do partido no poder explicou que foram criadas 10.166 Unidades de Batalha Bolívar Chávez (UBCH), formadas cada uma por 60 militantes. Cada UBCH deve captar outros 20 compatriotas para formar um “pelotão” e cada quatro pelotões fazem um batalhão de milícias, acrescentou.

Entendendo a conjuntura que estamos vivendo e sob a suposição de que esta situação poderá ir ‘in crescendo’ e gerar uma escalada maior de violência, o PSUV tem a altíssima responsabilidade de incorporar-se como corpo de combatentes”, salientou.

“Os militantes do PSUV vão aos campos para treinar tiro, combate, infiltração, tiro intuitivo, defesa pessoal e defesa antimotim. Vamos preparar-nos para todo o cenário”, frisou. Pedro Carreño disse ainda que a revolução bolivariana “não está desarmada” e que quando a Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar), a Polícia Nacional Bolivariana e os Serviços Bolivarianos de Inteligência (SEBIN, serviços secretos) atuam, “aí está atuando o povo venezuelano”. “Eles são o povo em armas, então há uma resposta de parte do povo venezuelano”, frisou.

No passado dia 17 de abril, o Presidente Nicolás Maduro anunciou ter aprovado um plano para expandir a “milícia bolivariana” a 500 mil operacionais e equipar cada um deles com espingardas.

“Uma espingarda para cada miliciano, estão aprovados os recursos (…) para que haja milicianos nos campos, universidades, na classe operária, para conseguir um sistema organizado de logística, para garantir a sua dispersão permanente, a habilidade para manejar o sistema de armas, para defender o bairro, o Estado, as costas, os rios, a selva e as cidades”, disse em Caracas, durante a celebração do 7.º aniversário da Milícia Nacional Bolivariana.

Desde há cinco semanas que se intensificaram, na Venezuela, as marchas a favor e contra o Presidente venezuelano, tendo já provocado pelo menos 37 mortos e mais de 600 feridos.

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