A economia portuguesa está melhor. Pelo menos foi isso que a escola de negócios World Competitiveness Center (IMD) concluiu. O IMD publicou um documento onde avaliou 60 economias do mundo, no qual Portugal subiu três posições em relação a 2013, estacionando agora no 43.º lugar. Este estudo, que responde a mais de 300 critérios, mede como os países gerem os seus recursos e competências para potenciar a prosperidade e será publicado integralmente no final de junho.

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Existem apenas oito economias europeias atrás de Portugal: Eslováquia (45), Itália (46), Roménia (47), Hungria (48), Ucrânia (49), Eslovénia (55), Bulgária (56) e Grécia (57). A melhor economia europeia continua a ser a Suíça, que mantém o segundo lugar de 2013.

Na liderança estão os Estados Unidos, tal como aconteceu em 2013. “A Competitividade Global para 2014 demonstra mais uma vez o sucesso dos EUA, a recuperação parcial na Europa e as dificuldades de alguns grandes mercados de países emergentes”, referiu Arturo Bris, diretor do IMD num comunicado que acompanha o documento que divulga a classificação. Segundo o estudo, os norte-americanos garantem o primeiro posto graças à sua “resiliência” e às melhorias nos indicadores do emprego e nos domínios das tecnologias e infraestruturas.

O IMD explica o porquê de algumas subidas e descidas. A economia japonesa, vigésima primeira na lista, por exemplo, que se apoiou numa desvalorização da moeda, melhorou a sua competitividade face ao exterior. A atual situação política na Tailândia empurrou o país para o 29.º lugar.

A China, que desceu do posto 21 para o 23, a Rússia, que passou do 38 para o 42, e a Índia, que deslizou do 40 para o 44, três países pertencentes aos BRIC, sigla que identifica o grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China, apresentaram uma descida, negando o estatuto de economias emergentes. “Não existe uma receita única para a escalada dos países nos rankings da competitividade e muita coisa depende do contexto local”, explicou Arturo Bris.