O treinador José Mourinho afirmou nesta terça-feira que “estaria mentindo se dissesse que esperava uma vitória de Portugal sobre a Alemanha” no Mundial 2014 de futebol, “ou que Cristiano Ronaldo marcaria três golos como costuma fazer contra outras equipas”. Na sua análise à prova no Brasil, feita através do portal Yahoo, na internet, o técnico do Chelsea disse que as goleadas da Alemanha e da Holanda a Portugal e Espanha, respetivamente, “são realmente impressionantes”, embora admita que as duas seleções ibéricas “não competiram ao nível que deviam”.

“No último Europeu perdemos contra a Espanha [nas meias-finais], no desempate por penáltis. Foi bom, mas não marcámos. Também perdemos contra a Alemanha”, começou por relembrar Mourinho. Segundo o “comandante” do Chelsea, o resumo dos confrontos com as grandes seleções prosseguiu negativo no último Mundial: “Não marcámos nem contra o Brasil nem contra a Espanha. Pelo que dizer que esperava uma vitória contra a Alemanha, ou que Cristiano Ronaldo marcasse dois ou três golos, como faz muitas vezes contra outras equipas, estaria mentindo”.

“Porém, esperava uma partida muito mais equilibrada, com um resultado que refletisse o potencial das duas equipas”, disse Mourinho, que considerou “dececionante” a derrota do combinado orientado por Paulo Bento. Sobre a expulsão de Pepe, o técnico português começou por dizer que o segundo tento alemão se deveu a uma má abordagem do central luso e que “a frustração por esse erro prevaleceu” no lance que o envolveu com Thomas Müller, que redundou na sua expulsão devido à cabeçada que deu ao germânico.

“Deixar a equipa com dez jogadores não foi bom”, disse José Mourinho sobre a expulsão de Pepe.

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“Talvez não merecesse o vermelho, talvez o merecesse. Apesar de não ser uma agressão clara, há uma linguagem corporal que muitas vezes força os árbitros a decidir. E deixar a equipa com dez jogadores não foi bom”, acrescentou. O técnico do Chelsea falou também da seleção espanhola, confessando que, se fosse ele o selecionador, não retirava a titularidade a Iker Casillas, cuja exibição frente à Holanda foi muito criticada.

“Não o punha no banco. A posição de guarda-redes é muito específica, pelo que eu não gosto de mudar apenas por causa de uma má partida”, disse sobre o guardião do Real Madrid, que ele próprio “encostou” no banco há duas épocas, quando dirigia os “merengues”. Segundo José Mourinho, “só se troca a titularidade de um guarda-redes como consequência do momento de forma, que deixe muito clara ausência de confiança e estabilidade do mesmo”.