Foram hoje conhecidos os nomes dos três candidatos ao lugar mais alto do fisco. E além de dois quadros das Finanças, está Abílio Morgado, consultor do Presidente da República. A escolha final vai pertencer à ministra das Finanças.

A lista final de três candidatos para diretor-geral da Autoridade Tributária apresentada esta segunda-feira pela Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP), e divulgada pelo Económico, conta com o nome de Abílio Morgado, atual secretário do Conselho de Estado e consultor do Presidente da República para os Assuntos de Segurança Nacional. Cargo que ocupa desde 2006.

Morgado foi secretário de Estado da Defesa do terceiro Governo de Cavaco Silva, mas antes já tinha sido chefe de gabinete de Fernando Nogueira. Em 2002, voltou ao Governo de Durão Barroso para o cargo de secretário de Estado da Administração Educativa. Antes de ir para a Presidência da República, Abílio Morgado estava no Centro de Estudos Fiscais do Ministério das Finanças, o que lhe dá o currículo para o cargo a que agora se candidata.

Além de Abílio Morgado, na lista que a CRESAP enviou a Maria Luís Albuquerque, está José Maria Pires, quadro da Justiça Tributária e António Brigas Afonso, ex-diretor geral das Alfândegas e actual sub-diretor geral da AT para a área de gestão tributária de impostos especiais sobre o consumo.

Estes três nomes foram escolhidos de um total de 33 candidatos, depois de o concurso ter sido reaberto. Num primeiro concurso, concorreram 11 pessoas e nenhuma agradou à CRESAP que mandou reabrir o processo em busca de mais candidatos. Apareceram mais 22 nomes para o cargo que de Azevedo Pereira. A atual Autoridade Tributária é a entidade que foi constituída em 2012 e que juntou a  Direcção-geral dos Impostos, a Direcção-geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, e a Direcção-geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros.