“[Representar] é um jogo completamente diferente hoje em dia. [Antes] Não havia tanto escrutínio e não era tanto um concurso de beleza”. Quem o diz é a australiana Rose Byrne, atriz mais conhecida pelos papéis em filmes como Má VizinhançaDou-lhe Um Ano, Os Estagiários, X-Men e Sete dias sem fim. A ideia é partilhada por Glenn Close, com quem Byrne contracena na série televisiva Damages.

Numa entrevista à Edit magazine, publicação que a partir de sexta-feira está disponível na net-a-porter, a estrela fala no quão difícil é uma mulher vingar na indústria cinematográfica. “Detesto parecer um disco riscado em relação a isso, mas se comparar a minha carreira com a dos meus contemporâneos homens, sinto que eles têm muito mais oportunidades para representar papéis principais (…), ao passo que os papéis das mulheres, enquanto esposas e mães, são limitados”. Porque representar é difícil, em particular neste ramo, o de Hollywood, e considerando a condição de mulher, explica.

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Apesar disso, a atriz não perspetiva um futuro que não envolva o mundo dos holofotes. Confessa que há dias piores em que apetece procurar outras opções, mas que, no fundo, estar à frente da câmara é o que gosta realmente de fazer, mesmo que o desafio seja constante. “Sempre senti necessidade de me provar [a mim própria] vezes e vezes sem conta e isso tem os seus custos”. Admite ainda um certo fascínio pelos colegas de profissão que, ao contrário dela, optam por esperar pelos “papéis certos”: “Admiro realmente as pessoas que esperam, que têm os meios para dizer ‘Eu não vou apenas fazer qualquer coisa, eu vou esperar por algo que amo, seja pequeno ou grande’. Penso que há uma bravura nisso que eu, provavelmente, não tenho”.

Confissões à parte, na imagem de capa da Edit magazine, a atriz que tem crescido a olhos vistos enquanto ícone de moda aparece a usar apenas um blazer branco. O E!News, que teve acesso exclusivo a excertos e fotografias da entrevista, garante que a atriz está “absolutamente deslumbrante”, além de demonstrar um óbvio “sex appeal”.