A adesão à greve dos auxiliares de terra da Soflusa, que faz a ligação fluvial entre Barreiro e Lisboa, foi no período da manhã de esta terça-feira de 100%, mas as carreiras foram efetuadas, disse à agência Lusa fonte da empresa.

“A adesão à greve foi de 100%, ou seja, os quatro auxiliares de terra escalados aderiram à greve”, adiantou a fonte oficial da empresa.

Apesar da adesão dos auxiliares de terra à greve, as ligações fluviais entre as duas margens do Tejo foram efetuadas, tendo sido utilizado um outro cais para atracar os barcos em Lisboa.

“Como a greve estava anunciada houve muitas pessoas que usaram alternativas, mas todas as pessoas que estavam na estação fluvial foram transportadas. Não foi cumprido o horário, mas foram feitas carreiras até terem sido todos os passageiros transportados, tendo sido utilizado o cais da ligação do Montijo com Lisboa para atracar os barcos”, acrescentou.

A Soflusa é uma empresa do grupo Transtejo que faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa. A Transtejo, a outra empresa do grupo, é responsável pelas restantes ligações entre as duas margens do rio Tejo.

Os auxiliares de terra da Soflusa começaram hoje três dias de uma greve parcial, que pode afetar as ligações entre as duas margens nas horas de ponta da manhã e da tarde.

Os atuais sete trabalhadores responsáveis por atracar e desatracar os barcos que fazem aquela ligação no rio Tejo queriam manter o sistema de rotatividade entre Barreiro e Lisboa, enquanto a empresa decidiu que passam a desenvolver a sua tarefa apenas em Lisboa.

Os auxiliares de terra reivindicam, ainda, que o quadro de pessoal seja completado com mais três trabalhadores, de modo a ser adequado para responder às necessidades da empresa nos dois locais.

A Soflusa anunciou que estão previstas perturbações nas carreiras nos períodos das horas de ponta, entre os dias 13 e 15 de janeiro, devido à greve e que as ligações entre as duas margens do Tejo podem sofrer atrasos entre as 07:20 e as 09h40 e entre as 16h00 e as 18h00.