O CEO da marca pertencente ao grupo PSA, que esteve em Portugal para fazer o lançamento mundial do novo Peugeot 308 GT, disse estar “bastante satisfeito” com os resultados conseguidos em Portugal. “Atualmente, a Peugeot é a segunda marca do mercado português e líder na venda a particulares, o canal que mais nos interessa por ser o mais rentável”, observou.

A Peugeot, segundo dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), terminou o ano de 2014 com 16.893 carros ligeiros vendidos, ocupando a segunda posição, numa lista liderada pela também marca francesa Renault. A terceira posição foi ocupada pela Volkswagen com 16.014 veículos ligeiros colocados no mercado.

Maxime Picat adiantou que a Peugeot não está obcecada em liderar as vendas em Portugal a qualquer custo: “Queremos continuar a conquistar mais mercado, mas o que nos interessa é a rentabilidade do negócio. Se conseguirmos a liderança, tanto melhor”.

O ano de 2014 foi de grande recuperação de vendas no setor automóvel, com um crescimento global de 36,2% nos veículos ligeiros, passando dos 124.123 veículos em 2013 para 169.026 carros em 2014.

O presidente executivo da marca francesa referiu que os resultados em Portugal estão em linha com os alcançados a nível internacional, onde a Peugeot matriculou 1,6 milhões de veículos, um crescimento de 5,31% em 2014, sendo que as vendas globais da PSA (Peugeot, Citroën e DS) cresceram 4,3% para 2,9 milhões de unidades, graças a um salto de 32% das entregas das marcas do grupo na China.

“O mercado cresceu novamente e a Peugeot comportou-se muito bem, com um crescimento extraordinário na China, quatro vezes maior do que a média, sendo a marca que mais cresceu em relação à concorrência, com um aumento de 43%”, adiantou Maxime Picat.

Recorde-se que a China é fundamental para o plano de recuperação lançado pelo presidente da PSA, o português Carlos Tavares, após o Estado francês e a empresa chinesa Dongfeng terem assumido, cada uma, 14% de participação na empresa como parte de uma ajuda de emergência de 3 mil milhões de euros. As três marcas da PSA tiveram crescimentos importantes de vendas na China. A Peugeot viu os seus negócios subirem 43,1%, para 386,5 mil unidades, graças ao desempenho de modelos como 208, 2008 e 408.

Na Europa, as vendas da PSA subiram 8,1%, para 1,76 milhões de veículos, refletindo uma reação favorável do mercado pelo Peugeot 308 e um resultado positivo do Citroën C4 Cactus. No entanto, os resultados no resto dos países emergentes foram um pouco dececionantes: na América Latina, a PSA caiu 34% para 199,8 mil carros, na Rússia baixou 41%, para 43,8 mil veículos e em África e Médio Oriente, a queda foi de 25,3%, para 169,3 mil carros.

Maxime Picat justifica esta queda com o andamento destas economias. “Em mercados como a Rússia, África e América Latina, a questão foi mais complexa devido a uma desaceleração das economias e à instabilidade política”.

Em termos de perspetivas para este ano, o presidente executivo da Peugeot voltou a frisar uma aposta mais forte nos países emergentes onde ainda existem potencialidades de crescimento, descartando uma entrada no mercado dos Estados Unidos, “atualmente muito complicado”.

A estratégia de Maxime Picat passa por tornar a marca Peugeot mais ‘premium’ de forma “a competir com a concorrência, aumentando a perceção de qualidade”, até porque, por exemplo, “das vendas da Peugeot, cerca de 60% são feitas a clientes que preferem a gama mais alta”, como é o caso do modelo 2008.

“Estamos bem lançados, pois temos 13 novos modelos, desde o 108 até ao 608, e o nosso objetivo é melhorar a qualidade das viaturas, como aconteceu com o 308, que foi o carro do ano em 2013”.

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