“Biodiversidade para todos”, um projeto de Milene Matos na Mata do Buçaco, venceu o Prémio Internacional Terre de Femmes 2015 e o prémio atribuído pelo público. Com este prémio, a investigadora recebe 10 mil euros da Fundação Yves Rocher – Instituto de França.

“O meu sonho era contribuir o melhor que eu pudesse para o meio ambiente, para um mundo melhor. E trabalho para ele todos os dias”, disse Milene Matos no vídeo de divulgação do projeto. Agora, com este financiamento, vai conseguir dar “um novo fôlego” ao projeto “ambicioso” que desenvolve: um serviço educativo que atue em diversos eixos de sustentabilidade – ambiental, social e económica. Este prémio ajudará a custear o projeto que não tem fundos próprios, mas sobretudo vai permitir dar a conhecer a Mata do Buçaco.

A bióloga, primeira classificada no concurso nacional, conseguiu também fazer frente a outras mulheres que se dedicam a preservar e a defender o ambiente, desta feita em termos internacionais: Veronique Fiers de França, Olga Polyviana da Ucrânia, Eva Gross da Alemanha, Khadija Bikerouane de Marrocos, Ekateriana Vorobieva da Rússia e Liri Ruiz da Suíça. Este tipo de projetos faz parte do sonho de vida: “Custava-me muito ver a degradação do ambiente e não estar a fazer nada”, diz.

Os Prémios Terre de Femme distinguiu, em Portugal, mais duas mulheres que lutam pelos valores ambientais: Ana Ferreira e a conservação das tartarugas do Paul da Tornada, nas Caldas da Rainha, e Margarida Alvim com o programa Educar para a Ecologia Humana.

Ana Ferreira e a conservação das tartarugas do Paul da Tornada

“Sempre gostei de animais e da natureza”, afirma a bióloga que acabou por fazer um mestrado em Gestão e Conservação de Recursos Naturais. No vídeo de divulgação do projeto conta que além da importância de monitorizar os cágados que vivem no paul, é necessário sensibilizar as pessoas para “não libertarem as suas tartarugas de estimação no paul e para não levarem as tartarugas que [lá] estão para casa”. Sendo a sensibilização tão importante, um dos objetivos de Ana Ferreira é preparar o espaço para ser visitado pelo público.

Margarida Alvim e o programa Educar para a Ecologia Humana

A engenheira florestal Margarida Alvim nasceu e cresceu na quinta que agora alberga a associação Casa Velha – Ecologia e Espiritualidade. Cada pessoa que passa pela quinta deixa um contributo próprio e a missão da associação vai-se construindo a partir desses contributos. As pessoas que procuram a Casa Velha procuram fugir do ritmo do dia-a-dia e ter mais contacto com a natureza. Com o financiamento, a associação vai poder melhorar as condições da casa e consolidar as atividades que oferece aos visitantes.