Seria impensável noticiar isto há cinco ou dez anos. Mas, desta vez, o anúncio é oficial: o número de pesquisas feitas em dispositivos móveis no Google superaram o número de pesquisas feitas no computador.

O fenómeno já tinha sido previsto por vários trabalhadores da empresa e foi agora anunciado no blogue do serviço AdWords. A gigante tecnológica revelou esta terça-feira que “há mais pesquisas em dispositivos móveis do que em computadores em dez países, incluindo os EUA e o Japão”, uma viragem que representa a emergência dos smartphones como a forma preferida dos utilizadores acederem à Internet.

Há um detalhe nesta história que é importante esclarecer: nestes dados, a Google não considera os tablets como dispositivos móveis e agrupa-os com os computadores. Isto significa que só as pesquisas em telemóveis (smartphones) são suficientes para superar o número de pesquisas realizadas em tablets e computadores, em conjunto.

A notícia está a ser avançada por sites como The Verge e Search Engine Land. O primeiro destaca um dos principais efeitos deste fenómeno: a Google está a desenvolver novas formas de apresentar anúncios em telemóveis, para incluir nos serviços AdWords e AdSense. O último refere que os telemóveis já são o principal ecrã para os anunciantes.

Há poucas semanas, a empresa concretizou a alteração do algoritmo no motor de busca nos smartphones. Desde o final de abril que o Google passou a privilegiar as páginas “mobile friendly”, ou seja, aquelas que se adaptam automaticamente aos tamanhos dos ecrãs. Por isso, uma pesquisa feita num computador e num smartphone pode ter resultados diferentes.