A editora britânica Pearson está em negociações para vender também a sua participação no Grupo Economist, que publica a revista Economist, depois de ser conhecido esta semana o negócio para a venda do jornal económico britânico Financial Times aos japoneses do Nikkei.

A notícia é avançada pelo próprio Financial Times, que cita fontes anónimas, e coloca uma avaliação de 400 milhões de libras (cerca de 565 milhões de euros à taxa de câmbio atual) na participação de 50% no grupo, que inclui ainda a unidade Economist Intelligence Group.

A avaliação do grupo Economist é feita ao mesmo nível do Financial Times, apesar de os resultados operacionais do grupo Economist serem quase o dobro dos do Financial Times.

No entanto, o grupo Economist tem regras mais rígidas no que diz respeito à sua venda e à independência editorial da revista. A venda tem de ser aprovada por um grupo de quatro tutores, que inclui um antigo secretário de Estado e uma antiga ministra. Este grupo existe para preservar a independência editorial da revista e dos seus donos.

A Pearson detém 50% do grupo Economist desde 1957, na altura como parte do negócio para a compra do Financial Times. Quem comprar a parte da Pearson não conseguirá no entanto maioria na administração do grupo, já que pode apenas nomear 6 dos 13 administradores. Entre os restantes donos estão famílias como a Cadburys, os Rothschilds e Schroders.

Na semana passada a Pearson anunciou a venda do jornal Financial Times ao grupo japonês Nikkei, num negócio avaliado em 844 milhões de libras (cerca de 1192 milhões de euros).