Há quem diga que o cão é, de facto, o melhor amigo do homem. Uma coisa é certa: o amor canino marcou artistas e inspirou canções.

Do punk aos baladeiros pop, do pastor inglês do Paul McCartney ao caninhe de Norah Jones, a representação do carinho entre donos e cães foi cantada de diversas maneiras. Algumas celebram o companheirismo de longa data, outros perderam os seus animais de estimação e a canção é uma despedida. No dia mundial do cão, enumeramos cinco exemplos.

Estão sempre nas ocasiões mais difíceis

Tudo pode acontecer, um namoro pode acabar, mas o nosso companheiro canino ficará sempre do nosso lado. É assim que Yusef Lateef, mais conhecido por Cat Stevens, exprime o amor que tem pelo seu cão. “Eu amo-te tanto quanto o meu cão / Mas tu podes desvanescer-te, enquanto o meu cão estará sempre comigo”. Reza a história que Stevens canta sobre um cão abandonado, preso a um poste, que acolheu quando era jovem. Lançado em 1966, este foi o primeiro single do cantor britânico.

Fazem porcaria mas gostamos deles na mesma

Ter um cão pode ser uma dor de cabeça: eles ladram, babam, mordem sofás e artefactos e, caso acordem no meio do nosso sono, podem pedir atenção ou passeios noturnos. Mas o nosso carinho por eles é maior que qualquer incómodo. A banda punk norte-americana Suicide Machines faz questão de dedicar essa ideia ao Boston Terrier do vocalista Jason Navarro. “Lambes-me a mão e eu fico com alergia / Mas não faz mal, porque somos uma equipa / Tu fazes porcaria e eu limparei”.

Separar-nos deles custa

A mortalidade, em qualquer animal, é uma certeza custosa. Em 1933, o artista country Red Foley escreveu uma canção, popularizada pela versão de Elvis Presley, sobre o seu pastor alemão Hoover. O cão, envenenado pelo vizinho de Foley, esteve presente quando o artista se sentia “mergulhado em dúvidas”. Numa canção melancólica e saudosista, Elvis relembra como Foley cresceu na companhia do seu melhor amigo.

Põem-nos bem dispostos e são uma inspiração

Paul McCartney, baixista dos Beatles, escreveu esta canção como um simples exercício de piano, mas acabou por ser um dos pontos altos do “White Album”. A música foi inspirada pelo amor que McCartney tinha pelo seu pastor inglês, que adotou em 1965. “Apesar de parecer que estava a cantar sobre uma pessoa chamada Marta, esta música foi sobre um cão. E a nossa relação era platónica, acredita em mim”, garantiu McCartney.

São confidentes 

Como bom amigo que é, um cão sabe ouvir. Apesar de não existir certeza de qualquer compreenção linguística, Stuart Murdoch, vocalista dos indie darlings Belle & Sebastian, garante que “está em divída para com o seu cão”. Bom conselheiro e confidente, o cão vai ouvir “todos os segredos” de Murdoch.

Precisam sempre de nós, seja na hora de passear ou jantar 

“O homem do momento” de Norah Jones é o seu caniche Ralph. É isso que Jones canta, numa das mais populares baladas do quarto álbum de estúdio, “The Fall”. Norah Jones, numa homenagem apaixonada ao seu cão, agradece-lhe por “nunca a fazer chorar”. “Mereço ser aquela que te faz o pequeno almoço, o almoço e jantar? Serás mesmo o meu homem do momento?”